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http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2 Sun, 26 Jan 2020 13:00:52 -0400 Joomla! - Open Source Content Management en-gb A expressão "Era Vulgar" e o Calendário Maçônico http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/108-a-expressao-era-vulgar-e-o-calendario-maconico http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/108-a-expressao-era-vulgar-e-o-calendario-maconico

 Desde os idos mais antigos a humanidade utiliza-se de certos referenciais para delimitar um determinado espaço de tempo. Os astrônomos servem-se de acontecimentos naturais ou fenômenos a que se referem os seus cálculos, como as revoluções da Lua, os equinócios e solstícios, os eclipses e a passagem dos cometas. Os cronologistas e historiadores, servem-se também de certos acontecimentos que tiveram influência sobre o gênero humano. Designam-se as épocas enunciando os fatos notáveis a que se referem: Criação do mundo, fundação de Roma e o nascimento de Cristo, entre outros. Primitivamente, os tempos eram calculados em gerações: a Bíblia, por exemplo, conta dez gerações antes do Dilúvio e outras dez depois do Dilúvio. Já segundo Heródoto (Grego considerado o Pai da História) e a maior parte dos autores da época, três gerações correspondiam a cem anos. Posteriormente, possivelmente no século VIII, introduziu-se o uso das Eras, que consistiam no número de anos civis de um povo que decorriam desde uma época notável, tomada como ponto de referência, e que dava o nome à era adotada.

Quanto à etimologia da palavra “Era”, é um tanto controversa. Alguns indícios apontam que teve sua origem na Espanha e, acredita-se, ser a contração das iniciais A.E.R.A. encontradas nos monumentos antigos e que significam Annus Erat Regni Augusti (era o ano do reinado de Augusto) ou Ab Exordio Regni Augusti que significa "Do começo do reinado de Augusto", pois os Espanhóis iniciaram seus cálculos a partir do período que o país ficou sob o domínio de Augusto. Outros dizem derivar da palavra latina aes, aeris (bronze), porque das medalhas e moedas desse metal se deduzia a data do acontecimento notável que serviu de começo a uma serie de anos. As palavras era e época tem certa relação entre si, mas contudo são bem distintas: Era, é o número de anos decorridos desde certo acontecimento notável; época é o momento desse acontecimento. De todos os marcos de início que se poderiam escolher, nenhum seria mais apropriado e natural do que o próprio começo do tempo, isto é: o instante do ponto de partida da primeira volta da Terra em torno do Sol, no princípio do mundo. Todos os povos tomariam este instante se tivesse sido possível determiná-lo. Não o sendo cada povo adotou, como já dissemos, uma Era: A dos Judeus funda-se na criação do Mundo, segundo o Gênesis; a dos antigos Romanos, na fundação da sua Capital; a dos Gregos, no estabelecimento dos jogos Olímpicos; a dos Egípcios, na ascensão de Nabonassar, primeiro rei da Babilônia, ao trono daquele Império; a dos Cristãos no nascimento de Cristo.

Já a expressão Vulgar tem origem no Latim Vulgaris ou Vulgus e primitivamente significava “pessoas comuns” ou seja, aqueles que não são da realeza. Isto pelo menos até meados do século XVI quando a palavra Vulgar passou a ter o significado de algo “grosseiramente indecente”. Foram os Judeus, no entanto, que substituíram o antes de Cristo e o depois de Cristo por antes e depois da Era Vulgar. Como a Era Cristã, sob a denominação de Era Vulgar, é a mais empregada, serve de termo médio e de comparação com as outras, as quais podem se classificar em Eras antigas, as anteriores à Era Vulgar, e Eras Modernas, as posteriores. A Era Vulgar, portanto, designa o calendário Gregoriano mundialmente adotado. Para entender como a expressão Era Vulgar passou a ser empregada na Maçonaria, é preciso lançar mão do Calendário Maçônico. O primeiro ano do Calendário Maçônico é o Ano da Verdadeira Luz, Anno Lucis em Latim, ou simplesmente V.´.L.´. ou A.´.L.´. como empregado na datação de antigos documentos Maçônicos do século XVIII, e interpretado como Latomorum Anno ou, como no texto original em inglês que serviu de base para esta pesquisa, “Age of Stonecutters” – que significa “Idade dos Cortadores de Pedra”. A determinação do Ano da Verdadeira Luz teria sido com base nos cálculos de James Usher, um bispo Anglicano nascido no ano de 1581, em Dublim. Usher havia desenvolvido um cronograma que começava com a criação do mundo segundo o Livro de Gênesis, que precisou ter ocorrido as 09 horas da manhã do dia 23 de Outubro de 4004 A.C., com base no texto Massotérico (texto em hebraico que deu origem à vários capítulos da Bíblia) ao invés do Septuaginta (antiga tradução grega do Velho Testamento). Neste contexto, James Anderson fez constar em sua Constituição de 1723 a adoção de uma cronologia independente da religião, pelo menos no contexto britânico da época, com o objetivo de afirmar, simbolicamente, a Universalidade da Maçonaria. Foi aceito, portanto, que o início da Era Maçônica deu-se 4000 anos antes da Era Comum ou Vulgar. Nota-se o que parece ser um pequeno arredondamento de quatro anos entre os cálculos de Usher e o que foi adotado nas Constituições de Anderson. O Ano Maçônico tem o mesmo comprimento do ano Gregoriano, no entanto, começa em 01 de março – assim como o Ano Juliano que ainda estava em vigor quando da redação das Constituições de Anderson. No calendário Maçônico os meses são designados pelo seu número ordinal. Assim, 01 de março de 2011 da E.´. V.´. seria o dia 01 do mês 01 do ano de 6011 da V.´.L.´., segundo Anderson.


Se por um lado existem claras referências nas Constituições de Anderson a eventos calculados segundo a regra que citamos, por outro tal prática parece não ter sido adotada como regra geral. Os antigos maçons dos Ritos de York e Francês adicionavam 4000 anos à Era Vulgar, conforme as Constituições de Anderson. No entanto Maçons do Rito Escocês Antigo e Aceito utilizavam o calendário judaico, adicionando 3760 anos à Era Vulgar. Já os Maçons do Arco Real utilizavam-se da data de construção do segundo Templo, ou 530 anos antes da Era de Cristo. Qualquer que seja o motivo que tenha levado a tantas variações nos diferentes Ritos, um calendário maçônico é baseado na data de um evento ou um começo, e estas referências eram usadas em documentos oficiais das Lojas. As datas históricas são símbolos de novos começos, e não devem ser interpretadas como se já houvesse uma loja maçônica no Jardim do Éden... A idéia só foi concebida para se transmitir que os princípios da maçonaria (e não a maçonaria em si) são tão antigos quanto a existência do mundo. Vejo que qualquer outro significado Maçônico para estas datas não passam de um desejo dos primeiros maçons escritores de criar uma linhagem antiga para a Maçonaria, nos moldes de suas imaginações.

No Brasil há registros de que o GOB utilizava, nos primórdios da maçonaria Nacional, um calendário equinocial muito próximo do calendário hebraico, situando o início do ano maçônico não em 01 de março como sugere Anderson, mas no dia 21 de março (equinócio de outono, no hemisfério Sul) e acrescentando 4000 aos anos da Era Vulgar, datando seus documentos com o ano da V.´.L.´.(A.´.L.´.). Desta maneira, o 6° mês Maçônico tinha início a 21 de agosto (primeiro dia do sexto mês) e o 20° dia era, portanto, 09 de setembro da E.´.V.´., como situa um Boletim do GOB de 1874, isto segundo o Irm\ José Castellani, em sua obra “Do pó aos arquivos”. Outro bom exemplo é a imagem do topo deste artigo, retirado da Ata de Iniciação de D. Pedro I :

O fato é que datar pranchas e documentos maçônicos com o ano da V.´.L.´. caiu em desuso, talvez porque hoje saibamos que nosso sistema solar existe há mais de 4,5 bilhões de anos. Utilizar o calendário Gregoriano e referir-se a ele como E.´.V.´., é a pratica mais comum nos dias atuais.

Bibliografia:

Philosophical e Mathematical Dictionary – Vol I - 1815 – Google Books

Peça de Arquitetura do Irm\ Antonio Carlos Rios – Academia Maçonica de Letras do MS – COMS-COMAB

Pesquisas Objetivas - http://www.calendario.cnt.br/pesquisas2004.htm

The Masonic Manual by Robert Macoy – Revised Edition – 1867

Do pó aos arquivos – José Castellani

Web Site da Grande Loja Maçônica de Minnesota-USA

Considerações do Irm\ Reinaldo Roberto Gianelli Jr.

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Fri, 06 Sep 2013 01:19:28 -0400
O Simbolismo Esotérico de Uma Sessão Maçônica http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/101-o-simbolismo-esoterico-de-uma-sessao-maconica http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/101-o-simbolismo-esoterico-de-uma-sessao-maconica

ENTRADA NO TEMPLO

 

Exortações Iniciais

Meus Respeitáveis Irmãos, antes de ingressarmos neste Augusto Templo, meditemos e nos preparemos para, ao atravessar este umbral, também ingressarmos ao nosso TEMPLO INTERIOR - mergulhando num oceano de tranquilidade, deixando os pensamentos comuns, os dissabores, as angústias e os problemas do cotidiano, para trás.

Nosso objetivo é completarmos a edificação do Templo da Virtude, embelezando-o com os nossos propósitos de aperfeiçoamento.

Cada Irmão somará ao que lhe estiver ao lado,  as vibrações benéficas, a consideração do amor fraternal e a harmonia, com o coração desprendido e verdadeiro, visando "encontrar a paz que tanto necessitamos.

Que as emanações do G:.A:.D:.U:. (S:.A:.D:.U:.na dicção do Rito Brasileiro) ilumine nossa alma e oriente nossos passos rumo à virtude, para que sejamos úteis à evolução da humanidade.

Assim seja!

ÁTRIO

Antes de adentrarmos ao nosso Templo, para iniciarmos uma Sessão Maçônica, nos reunimos no Átrio. O Átrio é uma ante-sala reservada à preparação psicológica dos Obreiros. É no átrio que o Maçom organiza o seu traçado pessoal, inspiração individual que antecede o início dos trabalhos de uma Oficina Maçônica, cuja concentração possibilita ao Iniciado afastar da sua mente tudo o que existe de profano, tudo quanto existe de não sagrado, criando desta forma, um ambiente psicológico de transformação do intelecto e de desconexão da mente humana, do mundo objetivo dos instintos, das necessidades fisiológicas, para ingressar no mundo subjetivo do espírito, da evolução da alma.

O Átrio é um compartimento místico, onde na glória do silêncio o Iniciado tem a primeira oportunidade de aliviar a sua mente da pressão cotidiana. Trata-se de um exame moral e ético, a fim de tornar apto ao propósito de alcançar níveis mais elevados de sua consciência, para poder atingir mais profundamente a grandiosidade de sua alma e melhor compreender a natureza do corpo. De acordo com as observações de Confúcio, filósofo chinês, “....quando se examina como se deve agir, pode-se alcançar o objetivo”.

O átrio é um ponto do Universo que serve a quietude e serenidade do intelecto, dando início ao processo de meditação, fase que antecede o despertar maçônico, força que transmuta a alma do homem do plano material para o plano espiritual.

CORTEJO DE ENTRADA

O CORTEJO DE ENTRADA é sempre acompanhado de peça musical adequada, e tem o propósito de servir de instrumento para auxiliar o Obreiro a tranqüilizar a sua mente e harmonizar o seu espírito. Assim, o deslocamento ritmado dos corpos em marcha, conduzidos por almas espontâneas, de homens livres e de bons costumes, em um ambiente impregnado por uma atmosfera repleta de harmonia, fraternidade e sabedoria, se constitui em uma ação regular de preparação do homem ao processo de formação da egrégora maçônica, cujo intento repousa e busca infinita do ideal de “...tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade....”.

O Mestre de Cerimônias rompe a formação e dá início à entrada sempre com o pé esquerdo, por ser este a extremidade que fica mais próximo do coração. Deve agir desta forma como que a indicar que toda atividade de progresso do Maçom deve inspirar-se e basear-se na lei do amor, a mais poderosa força do Universo.

Encerrada a entrada, o comando “...em loja meus Irmãos...”, significa que o Maçom deve recolher-se e ficar em repouso.

No universo da sabedoria maçônica, a expressão “sentemo-nos” indica que o corpo físico do Maçom deve tomar a posição de esfinge. A esfinge é a chave velada da ciência oculta. A esfinge é uma alegoria que faz referência a um conjunto de quatro Símbolos ligados na sua unidade. O corpo do touro, as garras do leão, as asas da águia e cabeça do homem. Este conjunto encerra o quaternário oculto, o saber, o querer, o ousar e o calar; assim representado: o saber pela cabeça humana, o querer pelo corpo do touro, o ousar pelas garras do leão e o silêncio pelas asas da águia repousadas sobre o flanco do touro. De acordo com Santo Agostinho, primeiro pensador a desenvolver a noção de interioridade, em seu tempo. Ele já dizia “...no interior do homem habita a verdade...”.

Há um provérbio Budista que diz: “...se seus pensamentos são sábios, suas ações e decisões, necessariamente serão sábias...”. eis o grande mistério pelo qual o Iniciado deve dar início ao trabalho de construção do Templo Sagrado pela reflexão, ou seja, pela harmonização do espírito e pelo alinhamento dos pensamentos aos sãos princípios da moral e da razão.

ABERTURA DOS TRABALHOS

Mentes livres, corpos relaxados, espíritos elevados, o ambiente está perfeito para a realização do Ritual de ABERTURA DOS TRABALHOS. Para isto, primeiro o Venerável determina se o Templo está a coberto. Este sutil simbolismo nos revela que ao empreendermos um importante trabalho é fundamental que haja concentração. Do mesmo mo que os oficiais verificam se o Templo está a coberto, o espírito humano invoca a inteligência que o enlace com as energias do mundo interior, cobrindo assim o seu templo astral, para resistir aos impulsos das emoções e manter puro e elevado o seu espírito. O Maçom deve aprender Cobrir seu Templo contra todas as fases do egoísmo, manifestadas na inveja, no ciúme, no orgulho desmedido e na intolerância.

ABERTURA DO LIVRO DA LEI

Assim como a vida na terra tem origem com o raiar do sol, a vida no Templo tem início no momento da abertura do Livro da Lei, com o Sol ao meio-dia, sem sombras, com vigor para dissipar as trevas de nosso espírito. Quando o ORADOR abre o Livro da Lei e coloca sobre suas páginas o esquadro e Compasso, esse Mestre, por intermédio da escada de Jacó, traz à Loja a luz simbólica para que o Maçom possa estabelecer a união da sua mente com seu eu interior e, especialmente, com a sabedoria Divina, na figura do Grande arquiteto do Universo. A sabedoria está no cimo dos Montes de Sião. Para desfrutar dela é necessário subir a montanha, pela senda da virtude. A partir deste momento, forma-se no ambiente uma concentração energética de forças astrais e espirituais, originárias do agrupamento de mentes livres com sentimentos e pensamentos unidirecionados pela ação Divina do Criador, com capacidade de influir no todo.

JORNADA DE TRABALHO

A JORNADA DE TRABALHO de uma Loja vai do meio-dia à meia-noite. O simbolismo da jornada solar indica que os trabalhos maçônicos são abertos quando o Sol físico encontra-se a pino (no zênite), justamente quando sua força é maior, sua luz mais resplandecente, dotado de vigor para germinar a terra e produzir benefícios à natureza. Assim como o Sol renasce com todo o seu esplendor, os Maçons dever estar preparados para os seus trabalhos filosóficos, num eterno nascer, viver e morrer.

...Só há uma parte do universo que você é capaz de aperfeiçoar, você mesmo...

LEITURA DO BALAÚSTRE (ATA)

O venerável Mestre ao pedir a atenção de todos para a LEITURA DO BALAÚSTRE (ATA), aglutina todas as mentes presentes no ambiente em um só corpo. Essa estrutura tem poder para transportar a energia positiva de uma Sessão para outra, pois é o intelecto da Loja que se faz presente em todas as Sessões. A aprovação do Balaústre Maçônico representa, exatamente, que os Obreiros despidos de suas vaidades pessoais, movidos por uma sinergia mística, fundem-se em um só corpo, em uma só energia, para realização de um objetivo comum, que somado à força divina forma uma das maiores fontes de energia do universo.

EXPEDIENTE

O EXPEDIENTE Maçônico é o vigor da luz que provém do Oriente e se ramifica na direção de todos os astros que circundam o sistema solar, num processo contínuo de socialização de energias, energias que se propagam em benefício da informação; em favor do direito de possuir conhecimento sobre os acontecimentos da vida social; do compartilhar da energia cósmica que o relacionamento com o ambiente externo proporciona ao homem Maçom. É o exercício da inteligência humana, faculdade que permite ao homem relacionar-se, de forma lógica e estruturada, com o mundo que o rodeia, a fim de estabelecer o equilíbrio entre o lógico e o divino.

SACO DE PROPOSTAS E INFORMAÇÕES

SACO DE PROPOSTAS E INFORMAÇÕES simboliza a reunião do conjunto das percepções mentais ou unificação da consciência coletiva da Loja, em um só desejo, um só elemento, conferindo às partes integrantes do universo simbólico uma unidade mística, hermeticamente conectada, no seu relacionamento com as partes construtivas desse mesmo universo. Essa relação de unificação das partes se estabelece pelo Ritual de circulação pelo Mestre de Cerimônias através do eixo da loja.

ORDEM DO DIA

ORDEM DO DIA expressa o conjunto das decisões desenhadas na Prancheta da Loja, pelo Venerável Mestre, na construção da unidade fraternal; é o cimento místico elaborado para harmonizar as diferentes percepções, na edificação da obra social a que se destina a Maçonaria. O agir e o participar de um homem é uma conduta que serve de exemplo ao comportamento de muitos homens. Valemo-nos dos pensamentos de Juvenal Arduini, para ilustrar essa idéia: “...Participar é remover os troncos atravessados nas estradas do mundo, é aumentar possibilidades, é deslocar acontecimentos e alterar situações. É, pois, criando valores, soluções, justiça e solidariedade, que as pessoas participam. Só há participação nos acontecimentos do mundo quando o homem contribui para sua realização...”.

TRONCO DE SOLIDARIEDADE OU BENEFICIÊNCIA

O TRONCO DE SOLIDARIEDADE OU BENEFICIÊNCIA, esotericamente determina uma equivalência espiritual ao exercício da caridade, pois, ao levar a mão esquerda ao tronco, a qual representa o lado do coração, da inteligência, o Maçom estimula sua consciência recordando-se que o valor verdadeiro da ação está contido nas qualidades morais, servindo os metais apenas para socorres os nossos semelhantes. Segundo Confúncio, “...Pequenas ações que realizamos são melhores do que as grandes que somente planejamos...”.

PALAVRA A BEM DA ORDEM

A PALAVRA A BEM DA ORDEM consiste no momento coletivo de evolução do homem, situação que se realiza pela troca das experiências fornecidas pelas várias personalidades humanas envolvidas. Ela faz referência ao mais puro e ao mais verdadeiro exercício de manifestação do direito a Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Além disso, estimula a prática da tolerância, o hábito da concentração, e o uso da relação de respeito ao livre-arbítrio, pilares de sustentação dos princípios da moral e da razão maçônica. Na oratória, o Maçom deve sob o comando da prudência e da razão, refrear seus impulsos intuitivos, a fim de não se exceder pelo vazio da retórica, mas ao mesmo tempo, empregar todo o seu entusiasmo, para que sua ação não se limite pela frieza da lógica. Na arte de falar o Maçom deve primar pela clareza de sentimentos e pela objetividade de exposição, de modo que o cérebro e coração atuem juntos em busca do equilíbrio entre a força do ato, a sabedoria da mensagem e a beleza do gesto.

ENCERRAMENTO

NO ENCERRAMENTO, as conclusões do Orador representam o poder do verbo manifestado no homem, o qual se localiza no lado positivo, ou direito, da mente divina. O Orador é aquele que vela pela aplicação das leis do universo e deve fazer brilhar a luz no espírito dos Obreiros.

Para o Maçom, a expressão “fechar a Loja” não deve significar somente encerrar os trabalhos de uma Sessão. Assim como na natureza, o fim de um ciclo representa o início de outro; assim, deve a expressão “fechar a Loja” significar que o homem bem equilibrado necessita pôr em prática a sabedoria de um ideal, cuja verdade reconheceu pela força da razão, e o seu propósito pela beleza do compasso do coração.

O cortejo de saída do Templo deve ser acompanhado de uma música alegre, a título de saudação e louvor à vitória, a conquista do estado de elevação que os Obreiros atingiram, graças ao fluxo de energias de uma Sessão Maçônica, com suas forças renovadas, para mais uma semana de trabalho em prol do bem comum.

Ir Carlos Roberto Martins MM.
Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil Central nº 2676 e Templários do Oriente nº 3799 - GOIÂNIA - GO.

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Fri, 06 Sep 2013 00:52:05 -0400
Câmara das Reflexões http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/121-camara-das-reflexoes http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/121-camara-das-reflexoes

“Será que meus Irmãos lembram qual foi o primeiro contato que tiveram com a Ordem Maçônica”, quando Profano aqui chegaram.

 

A Câmara das Reflexões é o primeiro contato que o Candidato (Recipiendário) tem com aOrdem Maçônica.   

 

O mais importante papel da Câmara das Reflexões é conduzir o Candidato (Recipiendário) a uma profunda meditação que permitirá o acesso à sua própria alma. O silêncio e o conjunto de símbolos oferecerão ao Candidato (Recipiendário) uma idéia da transitoriedade e da insignificância da vida.

 

É exigido do Candidato (Recipiendário) “despojar-se dos metais  antes do ingresso na Câmara das Reflexões; Disto podemos registrar dois significados simbólicos importantes. Inicialmente diríamos que, ao ser despojado dos metais o Candidato (Recipiendário) estaria despido das vaidades e do luxo da Vida Profana e que o verdadeiro Maçom não deve ser apegado aos bens materiais. O segundo significado seria que os metais perturbariam o campo magnético formado no interior do Templo, não permitindo ao Candidato (Recipiendário) Harmonização com as vibrações magnéticas existentes.

 

A exemplo do que ocorre com o Grão de Trigo que, quando depositado na terra perde sua casca, morre e renasce dando início a um novo ciclo de vida; A retirada de parte das vestimentas significada simbolicamente perda da casca, isto é, perder seus vícios, seus defeitos, sua vaidade e seu orgulho. Significa ainda a Morte do Profano e o Nascimento do Novo Homem, limpo e puro para uma Nova Vida.

 

O LADO ESQUERDO, o LADO DO CORAÇÃO NU , nos lembra o Sentimento de Franqueza, que deverá ser encontrado em todos os Maçons, pois, de peito aberto nada esconderão de seus irmãos, e não darão guarida aos sentimentos maus e nem a falsidade de propósitos.   

  

JOELHO DIREITO NU demonstra Humildade sem Humilhação.   

 

PÉ DIREITO DESCALÇO (ou com uma chinela) traduz o Respeito que se deve ter ao pisar-se em um Solo Sagrado, como o Templo onde será admitido. A rigor diríamos que o Candidato (Recipiendário) deveria ajoelhar-se diretamente sobre o Pavimento de Mosaico e não sobre uma almofada e que deveria também ter o PÉ DIREITO DESCALÇO e não com uma chinela como mandam os nossos Rituais, pois ao fazer o seu JURAMENTO SOLENE, tendo o JOELHO DIREITO e o PÉ DIREITO em contato com o PAVIMENTO DE MOSAICO permitiria que a corrente magnética existente percorresse livremente a esquadria assim formada.   

 

Câmara das Reflexões deve ser construída num plano menos elevado que o Piso do Templo, ela representa um Túmulo onde vai “Morrer um Velho Homem” cheio de vícios para“Renascer” um Maçom com Virtude, Simplicidade e Pureza. Representa também o interior da Terra de onde viemos e para onde retornaremos (Somos Pó e ao Pó Voltaremos). Aquele ambiente úmido, paredes negras, fraca iluminação, repleto de símbolos alegóricos, tudo isto, levará o Candidato (Recipiendário) a uma Profunda Meditação sobre o passo que pretende dar Abandonando uma Vida cheia de Preconceitos, de Orgulho e de Vaidades, para tornar-se um Maçom, ou ainda, arrepender-se e voltar ao Mundo Profano.   

 

  

Pão e a Água são alimentos para o corpo e para o espírito respectivamente. Eles são os alimentos com os quais o homem pode manter-se vivo e que dariam, simbolicamente, forças aoCandidato (Recipiendário) para enfrentar as provas a que irá ser submetido.

 

  

O Enxofre é o símbolo do Espírito e o Sal o símbolo da Sabedoria e da CiênciaO primeiro representa o ardor enquanto o segundo sugere moderação. Apresentados aoCandidato (Recipiendário) em taças separadas na Câmara das Reflexões indicam que ele deve estar sempre cheio de entusiasmo mas que também deve moderar este entusiasmo a fim de que o ardor não o leve a cometer prováveis excessos.

 

  

Ampulheta , antigo instrumento destinado a medir o tempo; parece sugerir ao Candidato (Recipiendário) a necessidade de uma decisão rápida de seus propósitos.

 

  

Testamento é moral e filosófico e não se refere à disposição de bens após a morte. Trata-se, isto sim, de uma afirmação de novos princípios segundo os quais o Candidato (Recipiendário)deverá renunciar à sua Vida Profana. Ao responder: “Quais são os Deveres do Homem para com seus Semelhantes”; suas respostas é que darão a medida pelas quais poderão ser julgados seus propósitos.

 

  

Galo sugere audácia e vigilância. Induz também que um novo dia se aproxima trazendo uma nova e imortal Aurora“É o anunciante da Luz que o Candidato (Recipiendário) irá receber. É o símbolo esotérico desta luz”. Para os HermetistasGalo representava oMercúrio e este reunido ao Sal e ao Enxofre, formavam a Tríade de Princípios encontrados em todos o Corpos.

 

  

Os Símbolos da Morte não são usados para assustar ou meter medo ao Candidato (Recipiendário), mas sim, para indicar o Fim da Vida, quando tudo aquilo que é motivo de preocupação e cuidados do Homem: Riqueza, Glórias, Aplausos, Miséria, Fome, Tristeza, Tudo, Tudo terá um dia o seu Fim e o Homem terá o seu corpo reduzido a uns poucos ossos. Só o espírito portador das qualidades morais revestidas das virtudes permanecerá eternamente vivo!

 

  

Vigilância e a Perseverança significam que todo Maçom deve ter uma Vigilância constante e uma atenção aguçada para aprender, através de acurada investigação, todos os sentidos dos diversos símbolos com que lhe é dado. Esta Vigilância necessita também para a sua completa aquisição, de uma Férrea e Inabalável Perseverança!

 

  

VITRIOL . Esta palavra é fruto das iniciais da frase Latina: “Visita Interiora Terrae Retificando que Invenies Occultum Lapidem”; “Visita o Interior da Terra e nele Retificando encontrará a Pedra Oculta”. É umconvite ao Candidato (Recipiendário) para pesquisar sobre sua própria Alma, o seu próprio EU, sobre o mais profundo do Seu SER O HOMEM VERDADEIRO que habita no Corpo Material. Este “EU” Interior é a “ Pedra Oculta ” ela está no mais íntimo de nossoSER e para encontrá-la devemosagir “Corrigindo para aperfeiçoar” os nossos pensamentos, os nossos costumes,os nossos vícios e a nossa moral.

 

  

As Frases de Advertência espalhadas pelas paredes são estímulos que servem para instruir e reanimar o Candidato (Recipiendário), fazendo-lhe vislumbrar os Princípios Maçônicos que terá de aceitar, caso persista no propósito de se tornar Maçom, sendo dado a ele, inclusive oportunidade de retirar-se, não prosseguindo, então, a Iniciação, evitando assim tornar-se um mau Maçom, o que não é, de forma alguma a vontade da Maçonaria!

 

  

Resumo:   

  

Em resumo, nós diríamos que a Câmara das reflexões é um túmulo, ventre da terra aonde se dá a gestação do novo homem, o homem Maçom, cheio de vícios para renascer um Maçom com virtude simplicidade e Pureza. E para que ocorra esta metamorfose são utilizados inúmeros símbolos alegóricos:   

  

O Pão e a Água .............. Alimentos do Espírito e do Corpo;   

O Enxofre e o Sal...........  Espírito e Sabedoria / Ciência;   

A Ampulheta ................. A decisão deve ser rápida;   

O Testamento ............... Anunciante da nova aurora, da luz;   

Os Símbolos da Morte ...              Somos Pó e ao Pó voltaremos;   

Vitrol ........................    Pesquisar o nosso EU retificando os nossos   

Defeitos;   

Frases de Advertência... Evitar ingresso de um mau Maçom e assim podemos afirmar que atingimos o nosso objetivo que foi fazer com que os IIr...compreendessem a finalidade daCâmara das Reflexões.   

  

Frases de Advertência :  

“Conhece-te a ti mesmo”;   

“Se a curiosidade aqui te conduz retira-te”;   

“Se queres empregar bem a tua vida, pensa na morte”;   

“Se receias que descubram os teus defeitos, não estarás bem entre  

nós”;

“Se és apegado a distinções mundanas, retira-te, pois não conhecemos tais distinções”;

“Se fores dissimulado, facilmente serás descoberto”; e

“Se tens medo, não vás adiante”.

 

PROFANO :

Aquele que é fora do Templo ou seja, o não Iniciado nos nossos

Mistérios.

 

CANDIDATO ou POSTULANTE :

Aquele que solicita ingresso na Maçonaria.

 

RECIPIENDÁRIO ou INICIANDO :

O nome que se dá ao Candidato durante sua passagem pelas provas

e no dia de sua recepção.

 

NEÓFITO :

Neo = Novo;     {Planta Nova }

Fito = Planta;

Nascido de novo. Ressurgido. O Candidato após as provas da

Iniciação;

Recém Iniciado (Irmão).

IRMÃO:

Título Fraternal que caracteriza e distingue as relações entre os

membros da Maçonaria.

 

 

Fonte:

Coletânea Sobre a MAÇONARIA e Mensagens Para Reflexão

4ª Edição – Dezembro de 2011

Irmão João Alves de Oliveira Filho

Loja Maçônica Paz e Progresso nº 1.184 – GOBMG – REAA

Governador Valadares – MG

Telefone: ( 33 ) 8816 - 6062 - Operadora Oi

 

Trabalho de Pesquisa:

Irmão José Dile da Guia – M.I

ARLS Acácia do Lavradio Nº 3484

Rio de Janeiro – RJ

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Sat, 07 Sep 2013 15:16:47 -0400
Venerável, é o cargo mais humilde de uma loja? http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/105-veneravel-e-o-cargo-mais-humilde-de-uma-loja http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/105-veneravel-e-o-cargo-mais-humilde-de-uma-loja

 As escolhas para a composição de uma chapa para concorrer aos cargos diretivos da Loja nem sempre decorre de um consenso natural, espontâneo, pacífico e harmônico havido entre todos os mestres de seu quadro de obreiros.


Os arranjos para tais composições se realizam também através da observação feita por um grupo que é formado pelo entendimento de dar continuidade ao modelo administrativo vigente ou pelo entendimento de outro grupo que pretende implantar um novo modelo administrativo, dividindo-se entre grupos de situação ou de oposição, ambos visando o fortalecimento e engrandecimento da Loja, melhores condições de trabalho e de harmonia para todos os integrantes da Oficina e suas relações com a Obediência, com as demais coirmãs.


Também existe a possibilidade de se firmar a tentação vaidosa de algum dos integrantes pretendendo assumir o malhete do comando da Loja apenas para a satisfação de um projeto pessoal no desafio da competição visando impor sua pretensão de se sentir líder, através de ardilosos argumentos, promessas feitas até mesmo garantindo retribuições de repassar o cargo, no futuro, para cada eleitor que sufragar o seu nome na eleição presente.


Disputas acirradas podem ser constatadas não através de planos de gestão, mas, simplesmente pelas vinculações pessoais de amizade, identificações de simpatias pessoais que prejudicam o futuro da Loja, criando verdadeiros rachas, antagonismos que, não raro, resultam em defecções de dedicados Irmãos para a formação de outra oficina quando não resultam em filiações coletivas em oficina existente.


O cargo de Venerável Mestre muitas vezes é o principal objetivo a ser conquistado por aquele Irmão que se acha capacitado para exercer o Primeiro Malhete, independente da avaliação dos demais Irmãos. O cargo de Venerável Mestre, autoridade máxima da Loja Maçônica, pode ser ambição pessoal de alguém que nunca exerceu responsabilidades de Primeiro ou Segundo Vigilante, de Secretário, Orador ou de Tesoureiro, daquele Irmão que frequenta a Loja burocraticamente, opinando em tudo, questionando tudo e todos, trazendo sua contribuição de inteligência na resolução de problemas eventuais... Aquele que se encarrega de dirigir uma comissão para uma festa, um evento, uma programação que lhe possibilite brilhar sob os holofotes do sucesso do empreendimento e que lhe permita receber os aplausos por tal missão isolada cumprida com esmero.


Assim, com os olhos vendados pela vaidade, muitos candidatos de si mesmos ao cargo de Venerável Mestre deixam de ver a profundidade das lições contidas nas disposições da dinâmica do exercício do Rito adotado por sua Loja, tal como se configuram no desenvolvimento da prática do Ritual, conforme sugerem as lições contidas na dinâmica de qualquer Sessão que se realizam em Loja.


Com efeito, todos os ritos sugerem a conduta do Venerável Mestre como função mais dependente e de humildade no desenvolver das atividades em Loja.


O Venerável Mestre, nas lições trazidas pelo conteúdo dos rituais é aquele que indaga sobre as atividades em loja. O Venerável Mestre é aquele que solicita providências para serem transmitidas pelos Irmãos Vigilantes aos Irmãos ocupantes dos demais cargos. Cabe ao Venerável Mestre indagar o que é necessário para se realizar uma Sessão Ritualística. É ele quem pergunta o horário para início dos trabalhos e busca respostas de perguntas que se transferem do Primeiro para o Segundo Vigilante para o início dos trabalhos.


O Venerável Mestre é quem pergunta ao Secretário o relatório das sessões anteriores, a correspondência emitida ou recebida, as anotações das alterações havidas no quadro de obreiros.


É o Venerável Mestre é quem anuncia as alterações de temas que se desenvolvem durante a Sessão e incumbe aos demais ocupantes de cargos as providências que devem ser tomadas para execução do ritual.


Sem as respostas dos Irmãos Vigilantes o Venerável Mestre não poderá declarar aberta uma sessão ritualística assim como, sem a resposta do Irmão Orador, não poderá providenciar no encerramento dos trabalhos.


A dinâmica contida no ritual que rege a Sessão Maçônica traz consigo a lição sobre as condutas do Venerável Mestre em Loja e sua postura maçônica diante de todo o quadro de loja, sintetizada na mensagem de humildade, de prestação de serviços sob dependência e sob subordinação das respostas vindas de todas as direções da Loja para que o Primeiro Malhete possa exercer as suas funções.


É na simples leitura do Ritual de qualquer sessão maçônica que se infere as condutas sugeridas para o Venerável Mestre, posto que, todos os requisitos essenciais para o funcionamento Justo e Perfeito de uma Sessão Maçônica se diluem entre os integrantes da Loja contribuindo com informações e atividades que permitam ao Venerável Mestre dirigir os trabalhos em Loja.
Através da simples leitura do Ritual da Sessão Maçônica colhemos a lição sobre a necessidade de humildade que o cargo exige, pois, sem a harmoniosa interação com os demais cargos, o Venerável Mestre não poderia agir posto que todas as suas ações em Loja dependem da cooperação imprescindível do atendimento das necessidades apresentadas pelo Venerável Mestre, o impossibilitando de dirigir os trabalhos sozinho.


Diante da simples leitura do Ritual da Sessão Maçônica, fica expressamente afastada qualquer hipótese de vaidade, de soberba, de arrogância e até mesmo de Poder Absoluto do Venerável Mestre sobre os demais integrantes do quadro de obreiros de sua Oficina.


Ir.’. Nicolau B . Lütz Netto  - ARLS ACÁCIA PORTOALEGRENSE, 3612, RM, GOB/RS - Membro Correspondente da Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Fri, 06 Sep 2013 01:13:12 -0400
Direitos e Deveres do Maçom http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/102-direitos-e-deveres-do-macom http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/102-direitos-e-deveres-do-macom

I - CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS SOBRE O DIREITO  

Antes de adentrar na matéria específica, se faz necessário tecer algumas considerações prévias sobre Direito. Em primeiro lugar busca-se conceituar o objeto cujo estudo se inicia e, em se tratando do direito, essa tarefa não é nada fácil. Segundo o Dicionário Aurélio, Direito é o que é justo, conforme a lei; o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. À primeira vista parece uma definição bastante razoável, mas se aprofundarmos nossa investigação, veremos que nem todas as situações oriundas das relações humanas podem ser aí alocadas, pois, mesmo no Brasil, que abriga uma enorme quantidade leis em seu ordenamento jurídico, elas não são capazes de estabelecer diretrizes para cada ação ou conduta humana. E há, também, muita divergência entre os juristas quanto à conceituação do direito. Trata-se, ainda, de um vocábulo empregado, ora de forma objetiva, para designar o ordenamento da estrutura social, ora subjetivamente, para indicar o poder de agir garantido legalmente. E com este vocábulo fazemos referência tanto ao Direito Positivo quanto ao Direito Natural. Portanto, devemos dar tantas definições quantos sejam os sentidos da palavra direito.

Paulo Nader, na obra, Introdução ao Estudo do Direito, classifica as Definições em Nominais, que se subdividem em Etimológicas e Semânticas, e Definições Reais ou Lógicas. Etimologicamente, a palavra Direito origina-se do adjetivo latinodirectus, a, um (qualidade do que está conforme a reta; o que não tem inclinação, desvio ou curvatura). Pela definição lógica, Direito é“um conjunto de normas de conduta social, imposto coercitivamente pelo Estado, para a realização da segurança, segundo os critérios de justiça”. O Direito Natural é o intrínseco sentimento de justiça que é inato no homem. Segundo Paulo Nader “O raciocínio que nos conduz à idéia do Direito Natural parte do pressuposto de que todo ser é dotado de uma natureza e de um fim. A Natureza, ou seja, as propriedades que compõem o ser, definem o fim a que este tende a realizar. Para que as potências ativas do homem se transformem em ato e com isto ele desenvolva, com inteligência, o seu papel na ordem geral das coisas, é indispensável que a sociedade se organize com mecanismos de proteção à natureza humana. Esta se revela, assim, como a grande condicionante do Direito Positivo”. Já o Direito Positivo é o conjunto das normas sistematizadas e escritas.

Por deveres, entende-se obrigações que são exigidas em uma relação entre duas partes, onde uma conduta esperada de uma parte, corresponde a um direito da outra, logo, um dever também é um direito, só que do lado oposto da relação.

Desta forma, os Direitos e Deveres do Maçom se constituem nas diretrizes que o conduzem à finalidade da maçonaria e, ainda, o conjunto de normas que fornecem as condições para que ele percorra de forma segura e organizada o seu caminho, em harmonia com os demais Irmãos e com a Ordem, de forma a garantir a realização do seu objetivo, que é o melhoramento moral e espiritual próprio e da humanidade como um todo.

Uma vez alinhavadas essas breves considerações sobre Direito, passemos agora a analisar a fonte dos direitos e deveres dos Maçons.

II - A DOUTRINA MAÇÔNICA

Por Doutrina, entende-se: ensino, educação.

A Doutrina da Maçonaria é a fonte dos Direitos e Deveres do Maçom.

O conteúdo da Doutrina da Maçonaria é composto por Doutrinas Morais, Religiosas e Filosóficas.

Aurélio Buarque de Holanda define assim a palavra Doutrina: “Conjunto de princípios que servem de base a um sistema Religioso, Político, Filosófico, Científico, etc”.

A Doutrina Maçônica tem origem na tradição contida nos documentos dos Maçons Operativos da Idade Média. Em 1356 um Código de Regulamentos Maçônicos surgiu em Londres. Em 1390 surge um poema, chamado Poema Regius, que detalha a criação de um ofício especializado a ser realizado por artífices construtores chamados Maçons. Outro documento, conhecido como Manuscrito de Cook, do século XV, estabelece a primeira ligação entre os Maçons e a construção do Templo de Salomão. Por volta do século XVI começaram a surgir as primeiras referências a uma Maçonaria especulativa, com admissão de leigos nos quadros da Loja de Edimburgo. No século XVIII as atribuições dos Maçons operativos foram sintetizadas numa Constituição, por James Anderson, um Maçom inglês, e para regulamentar o funcionamento das Lojas, estabeleceram-se os chamados Landmarks que, em Maçonaria, refere-se a regras imutáveis que norteiam a existência da Ordem.

Os Landmarks são considerados uma Constituição consuetudinária, ou seja, não escrita, e pairam controvérsias a respeito das suas definições e nomenclaturas. Existem várias compilações, sendo a de Albert Gallatin Mackey a que teve mais sucesso. As Potências Maçônicas latino-americanas, de um modo geral, adotam a classificação de 25 Landmarks compilados por Mackey. Dentre os Landmarks de Mackey, estão abaixo transcritos os que mais me pareceram oportunos em função do tema deste trabalho, não obstante os outros serem tão importantes quanto estes:

13. Direito de recurso de cada Maçom das decisões de seus Irmãos, em Loja, para a Grande Loja ou Assembléia Geral dos Irmãos é um Landmak essencial para a preservação da Justiça e para prevenir a opressão.

14. Direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer loja é um inquestionável Landmark da Ordem. È o consagrado direito de visitar, que sempre foi reconhecido como um direito inerente que todo Irmão exerce, quando viaja pelo Universo. É a conseqüência de encarar as Lojas como meras divisões por conveniência da Família Maçônica Universal.

22. Todos os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinções de prerrogativas profanas, de privilégios que a sociedade confere. A maçonaria a todos nivela nas reuniões maçônicas.

III - OS DEVERES DOS MAÇONS

Quando da iniciação de um profano nos mistérios da Maçonaria, antes de ser recebido Maçom, e para que não seja forçado a se comprometer com obrigações que não conhece, é-lhe explicado a natureza dos deveres a que ele estará sujeito: “o primeiro é um silêncio absoluto acerca de tudo quanto ouvirdes e descobrirdes entre nós, bem como de tudo quanto para o futuro chegueis a ouvir, ver ou saber. O segundo dos vossos deveres, e o que faz que a Maçonaria seja o mais sagrado dos bens, além de ser a mais nobre e a mais respeitável das instituições, é o de vencer as paixões ignóbeis que desonram o homem e o tornam desgraçado; a prática constante da beneficência, socorrer aos seus irmãos, prevenir as suas necessidades, minorar os seus infortúnios, assisti-los com os seus conselhos e as suas luzes. O que em um profano seria uma qualidade rara, não passa no Maçom do cumprimento de seus deveres. Toda ocasião que ele perde de ser útil é uma infidelidade; todo socorro que recusa é um perjúrio; e se a terna e consoladora amizade também tem culto nos nossos Templos, não é apenas por ser um sentimento, mas sim por um dever que pode tornar-se em virtude. O terceiro dos nossos deveres e a cujo cumprimento só ficareis obrigado depois da vossa iniciação, é o de conformar-vos em tudo com as nossas leis e de submeter-vos ao que vos for determinado em nome da associação, em cujo seio desejais ser admitido.”

Ainda são exigidos ao candidato outros deveres, que devem ser praticados por todos os homens de bem: “Ao Ente Supremo deveis todo amor e respeito. Ao vosso próximo deveis toda amizade e dedicação, e nunca façais aquilo que não desejardes que vos seja feito. Deveis beneficiá-lo e socorrê-lo em suas necessidades e ajudá-lo nas emergências em que se achar. Para convosco, deveis evitar toda irregularidade e intemperança que possa fazer destruir ou menoscabar o conceito que deve possuir todo homem de bem.” (Ritual do Aprendiz Maçom - GOEMT).

Ciente desses deveres, o candidato, ao concordar com eles, presta juramento. Estão eles contidos nos princípios do Direito Natural, pois fazem parte do sentimento de justiça próprio da natureza do homem.

A CONSTITUIÇÃO DO GRANDE ORIENTE DO ESTADO DE MATO GROSSO prescreve no segundo capítulo:

Art. 8º (id. Art. 29 da Constituição do GOB). São deveres do maçom:

I – obedecer à lei e aos poderes maçônicos constituídos;

II – freqüentar assiduamente os trabalhos das Lojas e Órgãos, aceitando e desempenhando, com probidade e zelo, as funções e os encargos maçônicos que lhe forem confiados;

Do meu ponto de vista, o cumprimento deste dever reflete o compromisso com que o Maçom está investido dentro da Ordem, e sem o qual não pode ser considerado um verdadeiro maçom.

III – satisfazer com pontualidade as contribuições pecuniárias que, ordinária ou extraordinariamente, lhe forem legalmente atribuídas;

A Maçonaria é uma entidade sem fins lucrativos, o que não quer dizer que não existam custos e despesas com a manutenção do Templo e funcionamento das Lojas. Obviamente que há de vir dos próprios Irmãos as garantias pecuniárias correspondentes.

IV – reconhecer como irmãos todos os maçons regulares, dando-lhes ajuda e proteção em quaisquer circunstâncias e defendendo-os, com o risco da própria vida, contra a injustiça;

V – prestar todo o auxílio que puder às viúvas, irmãs solteiras, ascendentes e descendentes que dele necessitarem;

VI – nada imprimir, nem publicar, na imprensa profana, sobre assunto que envolva o nome do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso, sem expressa autorização da autoridade que o represente;

VII – não falar a estranhos sobre os assuntos maçônicos de caráter reservado,

Além de trair o juramento e passar aos profanos informações de caráter reservado, a publicação de matérias de interesse da Ordem, podem comprometer o nome da instituição e causar prejuízos à imagem da Maçonaria. E mais, pode inclusive, causar falso juízo sobre o caráter de todos os irmãos, pelo que apenas um tornou público.

VIII – manter sempre, no mundo profano, conduta digna e honesta, praticando o bem e a tolerância, subordinando-se às leis, aos costumes e aos poderes constituídos do país.

Eu diria que essa postura reflete a imagem da Maçonaria no mundo profano. È pelos seus representantes que o homem comum julgará toda a Instituição.

Parágrafo único – A investidura do maçom em mandato de representação popular ou cargo público acentua-lhe o dever de pugnar pelos princípios e ideais da Instituição.

Estes são preceitos oriundos do Direito Positivo, e são da mesma natureza daqueles sobre os quais se prestou juramento.

IV - OS DIREITOS DOS MAÇONS

Art. 9º. São direitos do maçom:

I – a igualdade perante a lei;

Este é um dos princípios dos Direitos Humanos. É o que justifica a qualidade de irmãos, de pertencermos todos à mesma espécie.

II – a livre manifestação do pensamento nos meios maçônicos, sem dependência de autorização, respondendo, cada um, nos casos e na forma que a lei declarar, pelos abusos que cometer;

Liberdade implica em responsabilidade. Discordar é justo, mas há de se observar cuidadosamente a forma os fundamentos dos argumentos com os quais se utiliza para exercer esse direito. É utilizando-se da Régua de 24 polegadas, ou seja, medindo e meditando sobre as palavras, que se critica sem ofender ou difamar. A crítica pode ser construtiva, mas também pode ser devastadora.

III – a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença;

O que há de mais sagrado para o ser humano é a sua fé. E esse preceito faz com que se possa confiar na idoneidade dos princípios da Ordem, o que considero extremamente necessário nos primeiros passos dentro da Maçonaria.

IV – a justa proteção moral e material para si e seus parentes, até o segundo grau civil;

V – passar de uma para outra Loja filiada ao Grande Oriente do Estado de Mato Grosso, observando o que dispuser o Regulamento Geral;

VI – pertencer, como efetivo, a mais de uma Loja, na forma estabelecida no Regulamento Geral;

VII – não ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei;

VIII – ter assegurada, quando acusado, plena defesa, por todos os meios e recursos;

IX – não lhe ser exigido ou aumentado nenhum tributo, sem que a lei o estabeleça em exercício anterior;

X – ter assegurado:

a) a ciência dos despachos, documentos e informações em processos de seu interesse;

b) a expedição de certidões requeridas para defesa de direitos, salvo se o interesse da Ordem ou da Instituição impuser sigilo;

c) o direito de representar, mediante petição, aos poderes competentes, contra abusos de autoridades maçônicas, a fim de promover sua responsabilidade.

XI – ser parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da Instituição;

XII – ser isento da freqüência quando emérito ou remido.

Parágrafo 1º. A lei não pode excluir da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão de direito individual ou coletivo.

Parágrafo 2º. A lei penal regulará a individualização da pena e só retroagirá quando beneficiar o réu.

Parágrafo 3º. Não há crime sem lei anterior que o defina; não há pena sem prévia cominação legal.

Parágrafo 4º. A lei maçônica não prejudicará o direito adquirido, a coisa julgada e o ato jurídico perfeito.

Parágrafo 5º. Os direitos individuais equiparam-se aos que a Constituição Política do Brasil reconhece e garante a todos os cidadãos.

Os parágrafos acima são, por analogia, compilações oriundas do Direito profano, e a esse respeito, leciona o Irmão José Wilson Ferreira Sobrinho:

“Todas as realidade expostas, relativas ao Direito Profano, certamente podem ser transportadas para o Direito Maçônico na medida em que ele também tem por localização ôntica a região objetal conhecida como objeto cultural (...) tem-se, portanto, que o Direito Maçônico não difere do Direito Profano naquilo que diz com sua angulação filosófica. É dizer: trata-se de um objeto cultural que regula um momento da vida em sociedade, ou seja, o momento da vida maçônica...” (FERREIRA SOBRINHO, José Wilson, Legislação Maçônica, Ed. A TROLHA, 2002.)

Para finalizar, fica a reflexão de Oswald Wirth sobre as leis e o ordenamento associativo: “... a submissão à lei impõe-se a quem aceita viver, já que a vida de todo ser está subordinada a um modo mais extenso de existência. Toda autonomia vital é um microcosmos, e portanto, uma ordem participando de uma coordenação mais geral. Aquele que pretende bem viver deve aplicar-se a vibrar de acordo com o rítimo da harmonia ambiente.

As leis arbitrárias que formulam os homens, os regulamentos que se impõem a fim de coordenar a sua atividade jamais serão para o Iniciado objeto de desprezo, embora só a lei da vida tenha perante os seus olhos um caráter plenamente sagrado.

Há de dar sempre exemplo da disciplina, ainda que não lhe escape a imperfeição das regras impostas. Sem acordo, nenhuma vida é possível; o estado de desordem marca a passagem de uma ordem defeituosa a uma melhor coordenação. Por sua influência, os Iniciados apressam a reconstituição da ordem perturbada, já que têm horror da doença à qual corresponde toda desordem.” (Citado por Nicola Aslan, em Comentários ao Ritual de Aprendiz)

Charlles Cabral

ARLS ACÁCIA DO RIO ABAIXO Nº 35
ORIENTE de SANTO ANTÔNIO DO LEVERGER, MATO GROSSO.

Bibliografia:

CONSTITUIÇÃO E REGULAMENTO GERAL – GOEMT

RITUAL DO APRENDIZ-MAÇOM – R:. E:. A:. A:. – GOEMT

ASLAN, Nicola, Comentários ao Ritual de Aprendiz – Vadimecum Iniciático. 3.ed. Londrina: Ed. Maçônica “A TROLHA”, 2006.

FERREIRA SOBRINHO, José Wilson. Legislação Maçônica. 1ª. ed. Londrina: Ed. Maçônica “A TROLHA”, 2002.

BAÇAN, Lourivaldo Peres. O Livro Secreto da Maçonaria. São Paulo: Universo dos Livros, 2008.

MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

NADER, Paulo. Introdução ao Estudo do Direito. 21. Ed. Rio

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Fri, 06 Sep 2013 00:55:03 -0400
Postura Maçônica e Compostura Maçônica http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/126-postura-maconica-e-compustura-maconica http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/126-postura-maconica-e-compustura-maconica

Enquanto a Postura trata de aspectos corporais, tais como: maneira de andar, sentar, portar-se nas mais variadas situações, a Compostura é o conjunto de ações que denotam boa educação.


Segundo os nossos Dicionários, postura significa “disposição ou posição do corpo”. Dentro de nossos Templos devemos obedecer a uma sistemática ordenada pela tradição. A postura sempre externará nosso “respeito”, uma atitude convencional de expectativa e de participação.


Segundo nosso Ir.’. Rizzardo de Camino “as posturas são originárias  da Índia e do Egito e nestes países, sempre tiveram aspecto místico”.


A posição exata contribui para que o fluxo do sangue alimente mais, certa região necessitada; equilibra nosso sistema nervoso; provoca a secreção de sucos necessários às funções das glândulas; isso que descrevemos a “grosso modo”, apresenta no seu desenvolvimento científico, verdadeiros milagres. É a “magia” que atua, auxiliada pela nossa disposição em nos manter, quando em postura, da forma mais perfeita possível”.


Ao fazermos o Sinal de Ordem, bem como a Saudação Ritualística, devemos estar perfeitamente eretos, altivos formando um esquadro com os PP.’. quando executamos o sinal de ordem que por si só representa um ângulo reto. É o símbolo da postura que deve presidir o discurso do Maçom. Dessa forma, só são realizados quando obreiro estiver de pé e parado, ou praticando a Marcha Ritualística.

“Infelizmente, tem-se constatado em visitas a oficinas que  alguns IIr.’. não estão observando os ângulos exigidos nas posições, formando-se assim, uma postura desajeitada, como se o organismo se encontrasse exausto a ponto da mão não poder ficar na posição correta”.


A uniformidade da postura, com certeza embeleza os trabalhos da loja. Imaginem uma fileira de soldados praticando a “ordem unida”. Se não houver sincronismo, o desfile se tornará horroroso e cheio de trapalhadas. Assim acontece nas nossas colunas. Devemos manter um porte elegante, pois nada há de mais belo que ver uma Loja trabalhar corretamente, pois isso entusiasma e traz resultados surpreendentes.


Ao fazer uso da palavra, mister se faz que se cumpram algumas formalidades em que se enquadra a boa postura. Concedida a palavra, deve o irmão, antes de iniciar sua fala, dirigir os cumprimentos a todos os presentes, obedecendo-se a ordem hierárquica.


No nosso Ritual, o diálogo entre as Luzes e as Dignidades e Oficiais é feito usando-se o pronome da segunda pessoa do plural (vós), portando, seria interessante que todos se habituassem a seguir o exemplo.


Como a Maçonaria considera a todos os seus Iniciados como iguais, os títulos e patentes profanas como Senhor, Doutor, Professor, Coronel e etc.. devem ser ignorados em nossas falas, não como sinal de desrespeito, mas como uma afirmação a esta decantada Igualdade.


Segundo nossos ensinamentos, o Maçom não deve fazer ostentação daquilo que possui, portando, recomenda-se que não usemos medalhas dos graus filosóficos em sessões simbólicas, por entender que um peito cheio de medalhas pode constranger um Ir.’. de grau inferior.


Sentado, o Maçom deve assumir umas posturas convencionais, que aparentemente pode ocasionar um cansaço, mas na realidade, se estiver de maneira correta, o obreiro poderá permanecer sentado por um longo período. Essa postura, representada pelos Egípcios através de estátuas e pinturas, nos leva a crer que essa posição conduzia a algum resultado esotérico.


Os pés formam com as pernas uma esquadria. As pernas com as coxas formam outra esquadria. As coxas com o tronco uma nova esquadria. Os braços e antebraços completam mais uma esquadria. As mãos abertas repousam sobre as coxas.


A posição do corpo pode curar distorções fisiológicas e nervosas, portando, as posturas devem ser executadas com interesse, pois, já sabemos que, em Maçonaria nada existe e nada se faz sem uma razão.


Sentado, o Maçom, além de isolar completamente os membros superiores, inferiores e baixo ventre, deixando livre a parte respiratória e a mente, poderá, se sua postura estiver correta, aperceber-se com mais proveito de tudo o que vê e ouve.


Nossas palavras, gestos e atitudes, são cartões de visita do nosso comportamento. Temos momentos de incorreção, mas não se julga ninguém pelo tombo e sim pelo modo como ele se levanta.


Meus queridos Irmãos: digam suas palavras, pratiquem corretamente a ritualística com a postura e seriedade que requer o respeito, a ética e o comportamento dentro e fora do Templo.

Fonte de consulta: Livro Ordem na Ordem – Enielson Pereira Lopes .

 

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Sat, 07 Sep 2013 15:34:00 -0400
O primeiro dever do Venerável é criar futuros bons Veneráveis http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/189-o-primeiro-dever-do-veneravel-e-criar-futuros-bons-veneraveis http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/189-o-primeiro-dever-do-veneravel-e-criar-futuros-bons-veneraveis

Instalação e posse

Nas Grandes Lojas do Estado de São Paulo (GLESP), na abertura solene  da Cerimônia de Instalação e Posse do Venerável Mestre, o dirigente roga o auxílio do Grande Arquiteto do Universo para que aquele ilustre Irmão, M.·.M.·. que foi legalmente eleito para exercer o cargo, seja dotado de sabedoria para compreender, de discernimento para julgar e de meios para executar a Sagrada Lei, para que possa guiar e governar com Retidão, Verdade e  Justiça sua Aug.·. e Resp.·. Loj.·. Simbólica.

O papel do Venerável é parecido com o do maestro de uma orquestra. Pode ensinar a teoria da música e tirar sons de um instrumento musical. Mas precisa ter a habilidade para juntar tantos músicos diferentes e fazê-los tocar a música em harmonia. Levá-los a executar a música em uníssono (no mesmo tom, ao mesmo tempo). Ele deve ser capaz de proporcionar essa habilidade ao grupo.

Preparação do eleito
O que acontece com aquele que acaba de ser eleito para dirigir sua Loja? Acreditamos como base imutável do trabalho de preparação do mesmo a valorização e apoio ao Irmão, independente do Rito praticado, uma vez que os Ritos são respeitáveis e contêm, em suas essências, a necessidade da Construção Social dos Maçons. É uma providência muito usual, às vesperas da “passagem do malhete”, o Resp.·. Ir.·. Delegado Regional promover uma reunião dos  Mestres Instaladores e dos Veneráveis Eleitos com o objetivo de eliminar dúvidas sobre a realização do ato.

O treinamento breve e superficial, onde nem sequer os interessados se apercebem da grandiosidade que significa a Cerimônia, pode ter um impacto negativo no desempenho do futuro Venerável, se esses Irmãos não tiveram apoio e acompanhamento necessário para que sejam bem sucedidos nessa tarefa de tanta responsabilidade. A Potência espera muito dos novos Veneráveis e lhes cobrará conhecimento, desembaraço, responsabilidade, eficiência e acertos. Mas os Veneráveis por seu lado, sabem das dificuldades pelas quais irão passar e têm a expectativa, a curiosidade, a vontade do acesso a uma orientação oficial preparatória, segura, através da Potência. Um têm a expectativa do outro.

Sabemos que nada mais lógico e razoável seria a existência de um compêndio elementar  destinado ao Venerável eleito, onde pudesse buscar  a técnica  de dirigir e orientar os seus liderados nos rudimentos da arte, da filosofia, da ciência e da doutrina, antes de iniciar seu Veneralato.

Missão do Venerável
Inspirar seus liderados a viverem uma vida melhor, cada um dando o melhor de si, lembrando-lhes da sua missão e dos valores que regem a vida maçônica: amor, honestidade, humildade, paciência, educação, bondade, compromisso, respeito, abnegação, perdão.

O Venerável, é o instrumento de ligação entre todos os elementos que constituem a sua Loja e os delegados do Grão-mestre. Não gerencia os Irmãos, influencia e os lidera para darem o melhor de si.

Conceitos de liderança
A maioria dos candidatos ao cargo de Venerável Mestre, tem o desejo sincero de exercer liderança da melhor forma possível. No fundo, as pessoas anseiam por uma vida significativa e satisfatória e, por isso, procuram por alguma coisa especial que faça aflorar o que eles têm de melhor. De preferência, buscam uma harmonia entre seus valores pessoais e os valores da Instituição.Uma coisa é certa: os Irmãos querem fazer parte de algo especial; de uma Loja da qual possam se orgulhar, e ao termino dos trabalhos que todos fiquem felizes porque se sentem fazendo a coisa certa.

Defendemos a tese de que a liderança não é poder e sim autoridade, conquistada com amor, dedicação e respeito pelos liderados.

Liderar significa conquistar os Irmãos, envolvê-los de forma que coloquem o coração, mente, espírito, criatividade e excelência à disposição da Loj.·. e da Ordem. É preciso fazer com que haja o máximo empenho na missão, dando tudo pelo conjunto.

 Lembremos, outrossim, de que não é preciso ser Venerável da Loja para ser um lider e influenciar os Irmãos a terem mais entusiasmo, mais empenho e mais disposição – enfim, para se tornarem o melhor que podem ser.

O que define a palavra liderança é a capacidade de influenciar os Irmãos para o bem. Na verdade, na Loja todos são líderes, assumindo cada um a responsabilidade pessoal pelo sucesso da Oficina.

Limitações
Os humildes consideram sua liderança uma enorme responsabilidade e levam muito a sério a posição de confiança e os Irmãos a ele confiados. O Venerável sabe que os Irmãos vão cometer erros. Os VVig.·., o Orador, o M.·. de CCer.·., o Secretário e outros – muitas vezes, vão decepcioná-lo, vão magoá-lo, não se esforçarão como ele acha que deveriam e alguns não reagirão aos seus esforços. Por isso, aceitam as limitações nos outros e tem uma enorme capacidade de tolerar a imperfeição.

Autêntico, ele não posa de sábio, está sempre disponível e, de certa forma, vulnerável, porque tem sempre seu ego sob controle e não se baseia em ilusões de conhecimento por “iluminismo do Alto”, de grandeza, acreditando que é indispensável para a Instituição. Sabe muito bem que “os cemitérios estão repletos de pessoas indispensáveis”.

Seguro de suas forças e limitações, o Venerável humilde está consciente de que só com a ajuda de todos será capaz de manter as coisas em sua devida perspectiva.

Os menos humildes, não devem ficar ressentidos com as coisas que machucam e desapontam. Devem lembrar-se de que qualquer um pode liderar pessoas perfeitas – se elas existem - o que não devem esquecer jamais os que optam por liderar é que devem servir: “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo” (Jesus Cristo).

Muitos dos que assumem a liderança de sua Loja, enganam-se achando que é sua vez de serem servidos, agora que se tornaram líderes. A todo verdadeiro Maçom cabe tal responsabilidade: ” deve servir nunca se servir”.

Responsabilidade
O Mestre Instalado vai se apropiando de idéias dentro de si, interprenetrando a fusão de culturas, tradições, sentimentos, em estilo cultural comum, cabedal de conhecimentos adquiridos ao longo do tempo e burilados durante a sua presença à frente dos cargos que desempenhou na Loja, conhecimentos esses que deverá necessariamente ser posto de forma total  “em pé e à ordem” da Sublime Instituição.

Conflitos
Obviamente, uma Loja Maçônica não é um lugar sem conflitos. Afinal, quando duas ou mais pessoas se reúnem para um propósito, uma coisa é certa, haverá conflito (especialmente se a Loja for saudável). O interessante é usar a inteligência para encontrar o caminho da comunicação entre os Irmãos e  transformar a Loja num local onde os conflitos são solucionados e os participantes aprendam a não evitar divergências – mas a ter respeito, a escutar, a ser assertivos uns com os outros, a ser aberto a novos desafios, a valorizar a diversidade que existe em qualquer equipe saudável.

NÃO àquelas alianças destrutivas entre dois ou mais Irmãos que preferem falar dos outros (panelinhas), em vez de levantarem o problema para toda a Loja, a fim de que se encontre uma solução. NÃO aos integrantes dessas “panelinhas” que não têm a coragem moral de fazer a coisa certa em momentos de desafio e controvérsia.

Os Irmãos Jubelos existem sempre, são justamente os veículos necessários, como Pedro e Judas o foram para Jesus. Um o traiu antes da morte; o outro, O negou em vida por três vezes.

Simbolizam os três assassinos as expressões da nossa natureza material, os que fazem oposição aos nossos bons sentimentos; os assassinos podem ter outros nomes: Ignorância, Fanatismo e Ambição.

Essas fases negativas poderão ser, com o auxílio de nossos Mestres, transformadas em Sabedoria, Tolerância e Amor.

Disciplina
é uma palavra cuja raiz vem de discípulo, que é aquele que recebe ensinamento ou treinamento.

Lembrem-se de que disciplinar não é punir e humilhar os Irmãos. O objetivo é levá-los para o caminho certo, ajudando-os a se tornarem melhores, a vencer e ser bem-sucedidos e que respeito não é algo que se ganha quando se torna Ven.·. O respeito assim como o reconhecimento é conquistado pouco a pouco e exige que as partes renunciem interesses pessoais pelo bem maior, para que o todo se torne maior do que a soma de suas partes. Isso nos ensinou o Mestre dos Mestres: “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva”; “e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo” Qualquer um que queira ser um lider deve primeiro ser o servidor.  Servir uns aos outros, conforme o dom que recebeu.

Venerável Mestre, Deus  em sua infinita sabedoria, o colocou como dirigente de sua Loja, lugar onde pode aprender com eficiência e servir melhor.  Hoje o imaginei recitando a magnífica Oração de Amor de São Francisco de Assis, adaptada para nossos dias:

 “Ó Senhor, fazei de mim instrumento de tua paz:
Onde há ódio, faze que eu leve Amor e uma palavra de união;
onde há ofensa que eu leve o Perdão;
onde há discórdia e onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir;
onde há dúvida, que eu leve a Fé;
onde há erro, que eu leve a Verdade;
onde tantos fecham a mão para bater, que eu abra meu coração para acolher;
onde há desespero porque a vida perdeu o sentido, que eu leve o sentido de viver, que eu leve a Esperança;
onde tantos sofrem a solidão que faz morrer, que eu seja o amigo que faz viver;
onde há tristeza, que eu leve a Alegria;
onde há trevas, que eu leve a Luz.

Ó Mestre faze que eu procure menos ser consolado do que consolar;
ser compreendido do que comprender;
ser amado do que amar;
onde tantos adoram a máquina, que eu saiba venerar o homem;
onde tantos endeusam a técnica, que eu saiba humanizar a pessoa;
onde tantos pedem o pão, que eu saiba ensinar a plantar o trigo;
onde tantos estão distantes, que eu seja  sempre presente.

Porquanto – é dando que se recebe;
é perdoando que se é perdoado;
e onde tantos morrem na matéria que passa que eu viva no espírito que fica;
pois, é morrendo que se ressuscita para a vida eterna.
Onde tantos olham para a Terra, que eu saiba olhar para o Céu”.

Ao passar o cargo
Finalmente, se na Palavra sobre o ato realizado, algum Ir.·. pedir a palavra e quiser falar sobre a mais elevada distinção de reconhecimento que um obreiro pode almejar de sua Loja, que não fale por muito tempo.

Digam para não mencionar carreira da vida profana ou maçônica – isso não é importante. Falem que um dia foi plantado uma semente, minúscula, e que nasceu a plantinha que ajudamos a adubar, a regar, a podar esta pequena árvore cresceu, floriu, deu frutos e hoje nossa Loja com nome, número, Carta Constitutiva Definitiva, Estandarte e Hino no qual se enaltece a glória de Deus, do Patrono e da história da Loja.

Digam para não mencionarem Iniciações, Elevações, Exaltações ou Filiações realizadas, pois essas fazem parte das atividades normais de uma Oficina.

 Façam sim, referência ao nosso denodo para ajudar os outros. Que tentamos amar qualquer um e a todos os Obreiros.  Que procuramos ser justos.

Digam que não mencionem o sucesso que a Loja teve no equilíbrio das finanças, no trabalho sem igual da Secretaria, nas atividades da Chancelaria, isso não é importante.

Falem do esforço em arrecadar o possível para que nossa Hospitalaria pudesse apoiar as Associações que alimentam os moradores de rua, os que têm fome, que vestem os nús. Lembrem que acompanhamos os Irmãozinhos e familiares em suas enfermidades.

Concluindo
Ensinando, pesquisando, conversando, trazendo novas idéias à baila, mas principalmente revelando, em todos os momentos e ocasiões, o extremo dinamismo e amor à Ordem, que devem caracterizar aqueles que, um dia, tiveram a honra de ocupar o Trono de Salomão. Certo é que todos deixam sua marca na equipe – a única questão é o tipo de marca que cada um quer deixar.

E quando, por fim, formos atingidos pela foice da noite, nosso espírito poderá erguer seu vôo de fronte altiva e satisfeito conosco mesmo, chegar aos pés do Redentor, cobrindo as marcas de nossos pés cansados, de mãos vazias, mais calejadas por termos legado à Humanidade a dádiva de uma existência que comoverá pela tenacidade, beleza, grandeza e pela abnegação que procuramos servir nossos Irmãos, nossa Loja e a Humanidade...

Ir. Valdemar Sansão

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Mon, 05 May 2014 02:41:06 -0400
Explicação Histórica sobre o Salmo 133 http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/100-explicacao-historica-sobre-o-salmo-133 http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/100-explicacao-historica-sobre-o-salmo-133

 Oh ! Quão bom e agradável vivermos unidos os irmãos ! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Aarão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o senhor a sua benção e a vida para sempre”.

Israel, assim como seu povo é abençoado por Deus! Dizem em histórias populares, que é o povo escolhido, situado entre a cadeia de montes de Sião, de onde se destaca majestosamente o monte Hermon, um verdadeiro oásis, contrastando com os países vizinhos; Cortado por diversos e importantes rios, dentre eles o mais famoso, o rio Jordão, às suas margens estende-se verdejantes videiras e oliveiras assim com produz tudo o que se planta.

Como Jerusalém está situada na meseta central da Palestina, para chegar à cidade santa de qualquer parte da terra, é preciso “subir”, o que explica bem a razão de ser da expressão “das subidas”, circundada pelos montes de Sião, onde o senhor escolheu para morar, de onde se destaca majestosamente o monte Hermon.

O monte Hermon por sua vez, destaca-se por sua magnitude, de tão alto, há neve em seu cume o tempo todo, e é de lá, que após que vem o orvalho santo junto com as bênçãos; A neve derretida, forma os rios e os lençóis de água, e por sua importância é que no salmo 133, destaca de forma tão bela.

Quando Davi falava “O quão bom e agradável vivermos unidos os irmãos! importância que dava aos povos de diversas aldeias que iam aos templos de Jerusalém para rezar, e Jerusalém por sua vez, tratava à todos dessa forma, acolhia quem quer que fosse, viesse de qualquer lugar.

E o óleo citado “...é como o óleo precioso...” era um perfume raríssimo à base de mirra e oliva,  usado para urgir os reis e sacerdotes, e ou aqueles neófitos que aspiravam a alguma iniciação; Importante à ponto de comparar com os irmãos unidos e sua grandiosidade.

Agora quando fala “...é como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião...” refere-se ao monte em sua pujança, sua importância para a existência de Israel, dos montes vem o orvalho e o orvalho é a água, a vida, a natureza, o bem mais precioso.

Para situarmos melhor na história, falo agora do significado de cada citação, de onde podemos refletir e só assim, entendermos o que Davi Dizia:

OS IRMÃOS

Quando o Salmo 133, sugere “...que os irmãos vivam em união...” estamos traçando um programa de convivência amena e construtiva, e se voltarmos no tempo, veremos que a palavra “irmão” se revela uma necessidade entre os homens e era mesmo. Com toques divinos, não menor necessidade que temos dela hoje, basta que encaremos o panorama humano dos nossos dias atormentados pelas divergências e alimentados pelo ódio mais profundo.

O ÓLEO

Os óleos vegetais são produtos de secreção das plantas, que se obtém das sementes ou frutos dos vegetais, são substâncias gordurosas das quais muitas comíveis líquida e de temperatura ordinária” Bem, podemos ver que não trata-se de nova tecnologia, o óleo citado acima, usado para unção sagrada,  era uma das espécies porém muito especial.

AARÃO

O membro destacado da tribo de Levi, irmão mais velho de Moisés e seu principal colaborador, possui um peso próprio na tradição bíblica, devido ao seu caráter de patriarca e fundador da classe sacerdotal dos judeus.

A BARBA

Pêlos espalhados pelo rosto, adorna a face do homem desde os mais remotos tempos, a barba mereceu dos mais variados, novos semitas e não semitas da antiguidade, um trato especial, destinaram-lhe grandes cuidados. Não apenas um símbolo de masculinidade e podemos exemplificá-la com os varões que engrandeceram o império Brasileiro, figuras imponentes pela conduta e em particular, símbolo de austeridade moral.

Os Israelitas a que pertencia Aarão, evidenciaram especial estima pela barba, a ela conferiam forte merecimento, apreciável atributo do varão, que externava pela sua aparência, sua própria dignidade. Os Israelitas por si mesmo, pelo que ela representava, raspá-la e eliminá-la do rosto, demonstrava sinal de dor profunda.

 

 

AS VESTES

De especial significa litúrgico e ritualístico, eram as vestes daqueles que tinham por missão exercitar atos religiosos, como a unção, o sacrifício, o culto e variava de conformidade com os diversos ofícios religiosos para invocação da divindade.

Havia especial referência pela cor branca nas vestes sacerdotais, nas representações egípcias contemporâneas ou posteriores ao médio império, os sacerdotes usavam um avental grosseiro e curto, já o sacerdote leitor, usava uma faixa que lhe cobria o peito como distintivo de sua categoria, enquanto que o sacerdote vinculado ao ritual de coroação, exibia uma pele de pantera.

No velho testamento presume-se o uso de um avental quadrado, quando se fala na proibição de aproximar-se do altar através das grades, talvez um precursor do avental maçônico.

Então o óleo sagrado era jorrado sob a cabeça da pessoa a ser ungida, desça pela barba e escorria à orla de suas vestes.

O ORVALHO

O esplendor da natureza oferece a magia do orvalho, que desce das alturas para florir de viço as plantas, nada mais belo e nada mais sedutor do que o frescor das manhãs, ver como as folhas cobrem-se de uma colcha unida, onde vão refletir os raios avermelhados do sol que traz  luz.

No capim deposita-se o orvalho cama verde e amiga, em gotículas que, juntando-se umas às outras, vão nutrir a terra ávida de alimento, parecem espadas de aço ao calor do dia, nas pétalas florias, formando-se perolas do líquido cristalino, espelho da vida que exulta ao redor.

O MONTE HERMON

Trata-se de um maciço rochoso  situado ao sul-sudeste do antilíbano do qual se separa um vale profundo e extenso, apresenta-se de forma de um circulo, que vai de nordeste à sudeste. Explicando um pouco mais, para entender a geografia dessa região que viram nascer a história do mundo bíblico: O Antilíbano é a cordilheira que se estende paralelamente ao Líbano, separando das planícies de Bekaa. De todas as cadeias montanhosas, é a que se posta mais ao oriente, pois desenvolve-se no nordeste ao sul-sudeste, por quase 163 quilômetros, suas extensões e alturas são visíveis à partir do mediterrâneo; Seu ponto culminante é o monte Hermon, com mais de 2.800 metros de altitude, possui neve em seu cume e de lá o vento traz o orvalho.

O MONTE  SIÃO

Também chamado de monte de Deus, o monte Sião não que seja santo por si mesmo, más porque o Senhor o escolhera para ser sua morada, para todos, o monte será um refúgio seguro e inabalável.

O orvalho que escorre de Hermon para os montes de Sião, como o senhor ali mora, é dele que escorre o orvalho abençoado, todas as suas complacências.

Em Salmos 2:6 vemos que Deus mesmo instalou seu rei sobre o monte santo, “ Eu, porém constituí meu rei sobre o monte Sião ” O mesmo lugar em que Abraão ia  sacrificar o filho conforme ( 2 Cr 3:1 e Gen. 22:2).

A BÊNÇÃO

Tudo que é bom e lhe é agraciado; Em Hebraico, seu significado é “berakak” palavra que deriva de “Berek” que por sua vez significa joelho. Nota-se a relação entre uma e outra palavra, porque, sendo a benção a invocação das graças de Deus sobre a pessoa que a recebe, deve ser colhida com humildade e unção, portanto, de joelhos em terra, reverenciado e respeitosamente.

Para os Semitas, benção possui força própria, e por isso, é capaz despertada a sua potencialidade energética de produzir a saúde, palavra que se acha envolvida por vibração, carregada de energia dinâmica e magia.

O onipotente te abençoará com a benção do céu, com as bênçãos do abismo, que jaz embaixo, com as bênçãos dos seios maternos e dos úteros”.

(Gênesis 49:25)

Assim “ ...Porque ali o senhor ordena a bênção e a vida para sempre!

Ir\ Jesuel Rosa de Oliveira, M\M\

A\R\L\S\ Estrela da Fraternidade nº 15 - Or\ de Jarú/RO

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Fri, 06 Sep 2013 00:49:58 -0400
A Maçonaria e os Quatro Elementos http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/117-a-maconaria-e-os-quatro-elementos http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/117-a-maconaria-e-os-quatro-elementos

Os Quatro Elementos são: Água, Terra, Fogo e Ar. São objetos de referência em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica.

A origem da teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, está na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água.

No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos.(1)

Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor estados de mutação da matéria-energia.

Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam através de transformações recíprocas.

É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época. Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra.

Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates.

(1) Para os gregos que seguiam a tradição pitagórica e aristotélica, o "quinto elemento" era chamado de "quinta-essência" ou quintessência, o elemento "perfeito" e que existiria no plano cósmico ou não-terrestre, formador da lua, do sol, do céu e das estrelas. Geralmente é correspondido com a idéia do Éter, que representa a negação lógica do vácuo. A teoria da quinta essência foi adotada pelos Escolásticos da Igreja Católica. Na linha mais exotérica há autores ainda que consideram o quinto elemento como o relâmpago,sendo relacionado com a vida; outros consideram o metal ou o aço e outros dizem que existem apenas 4 elementos. Há ainda aqueles que dizem que o quinto elemento é o Gelo, que é considerado por eles diferente da Água.

A astrologia e os Quatro Elementos

A astrologia, quando usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sangüíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão:

• colérico: coração

• fleumático: fígado

• sangüíneo: rins

• bilioso: pulmões

Para a astrologia os quatro elementos (Terra, Ar, Água e Fogo) são divididos em dois grupos. O Fogo e o Ar são considerados ativos e a Água e a Terra passivos. Essa divisão se assemelha aos dois grupos da filosofia chinesa: yin representa Água e Terra e yang o Fogo e o Ar.

Os signos da Água e da Terra são mais introspectivos, cautelosos e ponderados. Já os signos do Fogo e do Ar não têm tantas reservas e se expressam socialmente com menor precaução.

Os elementos também foram divididos nas qualidades quente, seco, úmido e frio, a incorporação de uma teoria grega muito antiga, que posteriormente deu origem aos quatro temperamentos da medicina antiga: colérico (quente e seco), sanguíneo (quente e úmido), melancólico (frio e seco) e fleumático (frio e úmido).

Quente e Frio dizem respeito à quantidade de energia: alta ou baixa, respectivamente.

Seco e Úmido falam da capacidade, talento ou interesse maior ou menor em criar ou desfazer conexões.

 

O Elemento Fogo

Qualidades: Quente e Seca

Energia alta, rápida e grande talento para desfazer conexões.

Não há quem não saiba o quanto o Fogo é de extrema necessidade para o homem. Aquece seu alimento, sua casa e oferece conforto. Porém é também um elemento perigoso se estiver fora do nosso controle, podendo causar danos irreparáveis. Em outras palavras, o elemento Fogo na astrologia representa a  força do espírito. É o desejo da vida, a vontade de ser. Para os signos de Áries, Leão e Sagitário isto significa pressa, impaciência, ação individual, esperança, confiança em si próprio, paixões, desejo de vencer e honestidade. Os signos de Ar abanam as chamas do Fogo, fornecendo-lhes novas idéias, o que torna esses dois elementos compatíveis.

 

O Elemento Terra

Qualidades: Fria e Seca

Energia concentrada, lenta e grande talento para desfazer conexões.

Touro, Virgem e Capricórnio compõem o elemento Terra. São signos providos de muita paciência e auto-disciplina, capazes de alcançar seus ideais com muita persistência. Esses signos tendem a confiar mais no raciocínio prático do que nas inspirações. Os signos deste elemento podem ser bastante cautelosos e convencionais, fazendo-os duvidar das pessoas com mente ágil. Suas principais características são: aplicação, concentração mental, esforço e espírito conservador. Acima de tudo, esses signos devem se preocupar mais em observar o mundo invisível, o mundo que não possui a forma concreta da Terra.

 

O Elemento Ar

Qualidades: Quente e Úmida

Energia alta, rápida e grande talento para estabelecer conexões.

Todos os seres terrestres estão conectados, pois todos respiramos o mesmo ar. Isso faz com que esse elemento se torne coletivo. Pessoas com o signo de Gêmeos, Libra e Aquário compõem o elemento da mente, geralmente se adaptam com facilidade e são muito curiosos. Enquanto os signos de Fogo desejam algo, os de Ar idealizam as coisas imateriais. Possuem uma maneira impulsiva de agir, sentimentos artísticos, preferência pelas mudanças objetivas e tendem à distração. Esse indivíduo pode caminhar na neblina, sem saber como aplicar suas energias, ou pode ter sua mente tão clara como o ar antártico.

 

O Elemento Água

Qualidades: Fria e Úmida

Energia concentrada, lenta e grande talento para estabelecer conexões.

Assim como a Terra, o corpo humano é composto 70% de Água, o que nos leva a crer na importância vital deste elemento. Também é conhecida como solvente universal, ou seja, é capaz de dissolver mais substâncias que qualquer outro líquido conhecido por nós. Na astrologia, a Água pode ser simbolizada pela alma ou a emoção. Câncer, Escorpião e Peixes levam consigo as características deste elemento, o que significa sua sensibilidade e vulnerabilidade tão marcantes. Por isso, se não controlam suas reações emocionais acabam passando por freqüentes instabilidades interiores.

A Maçonaria e os Quatro Elementos

Conforme o Irmão Valdemar Sansão, o primeiro elemento é a Terra, o domínio subterrâneo onde se desenvolvem os germes e as sementes. Ela é representada pela Câmara de Reflexões onde está encerrado o Recipiendário.

A primeira viagem refere-se ao Ar, a segunda à Água, a terceira ao Fogo.

O simbolismo dessas três viagens: “A primeira viagem é o emblema da vida humana. O tumulto das paixões, o choque dos interesses diversos, a dificuldade dos empreendimentos, os obstáculos que os concorrentes

interessados em nos prejudicar e sempre dispostos a nos desencorajar multiplicam sob nossos passos, tudo isso é figurado pela irregularidade do caminho que o Recipiendário percorreu e pelo ruído que se fez a seu redor”.

“Para desenvolver ao Recipiendário sua segurança, submetem-no à purificação pela Água. Trata-se de uma espécie de batismo filosófico, que lava de toda impureza... ao ruído ensurdecedor da primeira viagem seguiu-se um tinido de armas, emblema dos combates que o homem constantemente é forçado a travar”.

“Para contemplar a verdade que se esconde dentro dele mesmo, o Iniciado deve saltar um tríplice cinturão de fogo. É a prova do Fogo... O iniciado permanece no meio das chamas (paixões ambientes) sem ser queimado, mas ele se deixa penetrar pelo calor benfazejo que dele emana”.

Acrescentamos que, aos quatro elementos, costuma-se fazer corresponder os quatro períodos da vida humana: infância, adolescência, idade madura e velhice. Poderíamos ainda fazê-los corresponder aos quatro pontos cardeais, às quatro estações, às quatro idades do Mundo: idade do ouro, da prata, do

bronze e do ferro, etc. Todas essas comparações são bastante banais e quase não ajudam para a compreensão dos símbolos.

Pode-se admitir – sem grandes dificuldades – que o homem se compõe não só de um corpo e de uma alma, mas de quatro partes distintas, às quais daremos seus nomes latinos: Spiritus, Animus, Mens, Corpus. A cada uma dessas partes faremos corresponder um dos elementos na seguinte ordem: Fogo, Água, Ar, Terra.

 

Roberto Aguilar M. S. Silva

Membro Vitalício da Academia Maçônica de Letras

de Mato Grosso do Sul, Brasil

 

Referencias bibliográficas

PORTAL ANGELS. Os quatro elementos. <http://www.portalangels.com/ astrologia4.htm> Acesso em 13.dezembro.2009.

SANSÃO, V. Bem-Vindo à Maçonaria. 3ª parte. As Três Viagens e os Quatro Elementos.

< http://www.masonic.com.br/trabalho/vs05.pdf> Acesso em 13.dezembro.2009.

WIKIPÉDIA. Quatro Elementos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Quatro_elementos Acesso em 13.dezembro.2009.

 

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Sat, 07 Sep 2013 15:06:42 -0400
A ética na Maçonaria http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/186-a-etica-na-maconaria http://goeam.com.br/index.php/cultura-maconica-2/186-a-etica-na-maconaria

I – INTRODUÇÃO

A origem da palavra ética vem do grego "ethos", que quer dizer “o modo de ser”, ou “o caráter”. Os romanos traduziram o "ethos" grego, para latim "mos" (ou no plural "mores"), que significa costume, hábito, ou regra, de onde então vem a palavra moral. Tanto "ethos" (caráter) como "mos" (costume) indicam um tipo de comportamento propriamente humano que não é natural, ou seja, o homem não nasce com ele como se fosse um instinto, mas que é adquirido ou conquistado pelo hábito. Portanto, ética e moral, pela própria etimologia, dizem respeito a uma realidade humana que é construída histórica e socialmente a partir das relações coletivas dos seres humanos na sociedade onde nascem e vivem.

Mas, afinal, o que é ética?

Ética é a parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. É a ciência que tem por objeto o estudo científico e filosófico sobre os costumes ou as ações humanas, ou, em resumo, é o estudo do comportamento moral dos homens em sociedade.

A ética é um campo de estudo que busca direcionar as relações entre os seres humanos e seu modo de ser, pensar e, principalmente, de agir dentro de um determinado contexto: comportamento ético é aquele que é considerado adequado, correto e permitido por uma organização.

Uma vez estabelecidos os princípios éticos que regem os comportamentos dos membros de uma determinada organização (social, política, profissional ou outras), pode-se então, naquele contexto, saber e distinguir entre o certo e o errado (o que pode ou não pode ser feito).

Logo, questões do tipo: “O que é certo? Qual o meu dever? O que devo fazer?” pertencem exclusivamente ao aspecto causal da busca do padrão ético e devem levar às respostas: se as ações são boas, com certeza terão bons efeitos.

A vida humana é essencialmente convívio. É justamente na convivência, na vida social e comunitária, que o ser humano se descobre e se realiza enquanto um ser moral e ético. É na relação com o outro que surgem os problemas e as indagações morais: O que devo fazer? Como agir em determinadas situações? Como comportar-me perante o outro? Diante da corrupção e das injustiças, o que fazer?

Portanto, constantemente no nosso cotidiano encontramos situações que nos colocam problemas morais. São problemas práticos e concretos da nossa vida em sociedade, ou seja, problemas que dizem respeito às nossas decisões, ações, escolhas, e comportamentos, os quais exigem uma avaliação, um julgamento, um juízo de valor entre o que socialmente é considerado bom ou mau, justo ou injusto, certo ou errado.

II - A ÉTICA NA MAÇONARIA

Mas, como é falar de ética na Maçonaria ?

A Maçonaria é uma Ordem Universal, formada por homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em lojas, nas quais, por métodos ou meios racionais, auxiliados por símbolos e alegorias, se estuda e se trabalha para construção da Sociedade Humana.

A Maçonaria proclama que se deve lutar pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos, além de considerar o trabalho lícito e digno como dever primordial do homem.

A ética maçônica tem por fundamento os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade como máxima no relacionamento humano, a concretização ou realização dos valores do homem iniciado maçom e observância das regras morais tradicionais ou inscritas nos rituais e regulamentos maçônicos.

A Maçonaria não dispõe de um “Código de Ética” que possa constituir um compromisso de honra para os que aceitam ingressar em nossa Ordem, e todos sabem que, ao ingressar na Maçonaria, cada indivíduo traz consigo os valores do seu convívio social, suas concepções morais e éticas já elaboradas, o que pode provocar na convivência maçônica comportamentos aéticos, a exemplo das omissões, das disputas pelo poder, perseguições, malversação dos conhecimentos e da doutrina maçônica, excessos no uso da inteligência e da desinteligência e as mais variadas formas de indisciplina e inadaptabilidades às regras maçônicas, causando o enfraquecimento do sentido de unidade do corpo social.

A singularidade da ética maçônica nos permite dar um passo à frente. Preliminares do simbolismo e dos instrumentos maçônicos, as atitudes e os gestos ritualísticos estão a demonstrar o caminho a ser trilhado pelo maçom. A eles aditem-se, ainda, as Constituições Gerais da Ordem, os Landmarks, as Leis e Regulamentos específicos das Lojas. Então, aí temos quase que definidos um conjunto de regras de conduta válidas para todos os tempos e para todos os homens que adentraram pelos portais iniciáticos das cerimônias e ritualísticas maçônicas. E é a este conjunto prático-moral que se submete o maçom, sem muitas reflexões sobre ele.

O problema em sua saga ética e moral reside, basicamente, no que fazer ou em como se comportar frente a cada situação concreta do indivíduo na sociedade, se não existe um código de ética maçônico como escopo social que possa tipificar as condutas e registrar as violações às regras estabelecidas. É comum que em situação de tomada de decisão, os indivíduos se defrontem com a necessidade de pautar o seu comportamento por normas que julgam mais apropriadas ou mais dignas de serem cumpridas e é aí que as regras maçônicas vão para as laterais das regras sociais vigentes.

A abordagem de um assunto tão complexo exige algumas premissas, que, embora verdades incontestáveis, podem ser, muitas vezes, esquecidas, em benefício de interesses pessoais de momento.

 A primeira premissa esclarece que a Maçonaria é uma fraternidade.

O substantivo fraternidade designa o parentesco de irmãos, o amor ao próximo, a harmonia, a boa amizade, a união ou convivência como de irmãos. Isso leva à conclusão de que, na organização designada genericamente como Maçonaria, definida como uma fraternidade, deve prevalecer a harmonia e reinar a união e convivência como de irmãos.

A segunda premissa afirma que a Maçonaria, como uma fraternidade, deve ser uma instituição fundamentalmente ética.

O substantivo ética designa a reflexão filosófica sobre a moralidade, ou seja, sobre as regras e códigos morais que orientam a conduta humana. Refere-se também à parte da filosofia que tem por objetivo a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento dos princípios normativos da conduta humana, segundo esse sistema de valores.

Sendo a Maçonaria, até pela sua definição, uma organização ética, devem ser rígidos os códigos de moral e alto o sistema de valores que orientam a conduta entre maçons.

Todos os códigos maçônicos ressaltam a importância dos valores éticos entre maçons. Isso está bem evidente em disposições inseridas em textos constitucionais, as quais, com pequenas variações de Obediência para Obediência, afirmam que, entre outros, são deveres do maçom:

"Reconhecer como Irmão todo maçom e prestar-lhe a proteção e ajuda de que necessitar, principalmente contra as injustiças de que for alvo”;

“Haver-se sempre com probidade, praticando o bem, a tolerância e a fraternidade humana".

E completam, destacando que:

"Não são permitidas polêmicas de caráter pessoal nem ataques prejudiciais à reputação de Irmãos, nem se admite o anonimato".

 A ética, todavia, não fica restrita apenas às relações entre maçons, mas também às destes com as Obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes, em textos escritos. Isso está bem caracterizado no dispositivo legal, que admite ser direito do maçom:

"Publicar artigos, livros, ou periódicos que não violem o sigilo maçônico nem prejudiquem o bom conceito do Grande Oriente".

A Maçonaria deve ser exemplo de moral e de ética. Afinal de contas, ela afirma, em todas as suas Cartas Magnas, que:

"A Maçonaria pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. (...) Proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio fundamental nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um".

Nem sempre, porém, isso acontece. A Instituição maçônica, doutrinariamente, é perfeita, mas os homens são apenas perfectíveis. Procuram se aperfeiçoar, mas muitos nem sempre conseguem o seu intento, mesmo depois de muitos e muitos anos de vida templária, persistindo nas atitudes aéticas e antiéticas, que lhes enfraquecem o espírito e assolam o ideal de solidariedade, de moral e de respeito à dignidade humana.

Os ensinamentos maçônicos são fundamentalmente éticos. A Maçonaria fomenta o desenvolvimento do homem através do aperfeiçoamento moral.

Quando a Maçonaria utiliza a Bíblia como sendo o seu Livro da Lei, está implícito que os ensinamentos do Grande Arquiteto do Universo, que são extremamente éticos devem ser acatados e praticados por todos os maçons.

Nas Constituições, Estatutos e Regulamentos Maçônicos, também encontramos postulados éticos que norteiam a Atitude Maçônica.

 A Maçonaria defende, por exemplo, que um maçom só pode favorecer outro maçom numa situação incontestavelmente ética. Não podemos favorecer um maçom em detrimento de outra pessoa. Ou seja, se o mérito for do outro, o direito é do outro. Só em igualdade de condições podemos favorecer um irmão.

O RGF – Regulamento Geral da Federação do Grande Oriente do Brasil estabelece, como um dos deveres da Loja:

“Empenhar-se no aperfeiçoamento dos seus Membros nas áreas de Filosofia, Simbologia, História, Legislação Maçônica, Ética e Moral e promover o congraçamento familiar maçônico”.

Em muitos outros momentos de seus rituais, nos vários graus dos estudos maçônicos, são focalizados princípios que fundamentam a Ética Maçônica: juramentos de aceitação, de obediência e de sigilo; compromissos de fidelidade, de solidariedade e de ajuda mútua; e tantos outros, todos com o mesmo escopo: a Maçonaria é uma Escola de Aperfeiçoamento Moral.

A verdade e a virtude são os dois pólos de uma única busca que caracteriza a via ética de natureza iniciática. Adicionalmente, também se pode dizer que a busca da verdade já é uma das virtudes do maçom. O caminho para a prática da virtude se inicia no rito de iniciação e se desenvolve através dos trabalhos ritualísticos em Templo. Um caminho que é gradualmente percorrido na busca do aperfeiçoamento individual, no qual os princípios éticos devem ser praticados, tanto em Loja quanto no mundo profano.

Depende da vontade de cada um praticar a virtude. Para a Maçonaria, a virtude é a disposição habitual para o bem e para o que é justo e, por isso, nela vê a prova da perfeição e o próprio ideal do maçom.

Por isso, ela nos ensina, em seus Rituais, que devemos “levantar templos à virtude e cavar masmorras ao vício”.

 A Ética maçônica não reduz a noção do bem só ao maçom como indivíduo ou aos demais membros da Ordem, mas se amplia e envolve toda a humanidade. Daí podermos dizer que a maçonaria se volta, de maneira sempre progressiva, ao bem comum, ao bem concreto, atual e futuro de todos os homens, independente de quais sejam as suas culturas, países, etnias ou religiões.

A vida do maçom envolve o seu trabalho em Loja e a sua atuação no mundo profano, no qual a sua postura deve ser profundamente ética e tolerante.

III – CONCLUSÃO

Um dos maiores desafios para um maçom é honrar e representar a instituição no desempenho de suas atividades como homem, profissional, cidadão e chefe de família, pois deve ser exemplo de postura ética e moral numa sociedade excessivamente individualista e voraz, onde o TER a todo momento procura absorver o SER numa luta desigual e numa competição desenfreada, incompreensível e desumana. Uma sociedade em que valores familiares nem sempre são considerados, onde a honestidade, a honradez e a correção de conduta muitas vezes são tidas como práticas ultrapassadas.

Os maçons devem dar exemplos de moral, de ética e de virtudes. Afinal nossa sublime Instituição afirma ser educativa, filantrópica e filosófica, que tem por objetivo os aperfeiçoamentos moral, social e intelectual do Homem por meio do culto inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade.

Há bem pouco tempo, os maiores inimigos da Maçonaria eram agentes externos. Governos ditatoriais e o clero, de tempos em tempos, desferiam ataques contra nossa Instituição. E não podemos dizer que tudo isso passou, pois persistem ataques da ignorância e do preconceito, somados aí extremistas de algumas crenças, ou mesmo sem crença nenhuma, que trazem discursos inflamados de ódio contra o “Demônio”, com quem  frequentemente nos relacionam. A multidão que os segue encontra, em seus templos e livrarias, uma infinidade de livros e artigos que destilam mortal veneno contra a Maçonaria. Livros esses que podem ser encontrados até mesmo nas livrarias comuns das grandes cidades.

Mas atualmente, infelizmente, os mais mortais inimigos da Maçonaria são os próprios maçons. Falo dos maçons mal selecionados, os não convictos e os despreparados, que trazem perigo constante à nossa instituição. A falta de estudo e instrução maçônica produz maçons que desconhecem a Ordem, verdadeiros profanos de avental. O desconhecimento da filosofia produz a ausência de autodisciplina, dificulta ou impede a reforma interior. Com isso, prevalecem a vaidade, o orgulho, a arrogância, a indulgência, a presunção, a preguiça. Alguns maçons se dão ao luxo de descumprir as Leis e os Regimentos Internos, sem falar no desprezo aos Rituais.

Por esta razão, espera-se que o maçom reitere seu juramento com sua presença nas reuniões maçônicas e se dedique, de corpo e alma, não somente ao estudo do simbolismo e da filosofia maçônica, mas também à prática da moral, da igualdade, da solidariedade humana e da justiça, em toda a sua plenitude.

Acreditamos que padrões éticos devem ser restabelecidos rapidamente entre os maçons para que sua influência possa frutificar. Deve-se começar a falar de ética. Deve-se voltar a estudar e recuperar o verdadeiro sentido das coisas.

Deve-se, enfim, divulgar pelos meios disponíveis, mas, sobretudo, cobrar de nossos irmãos em cargos de poder uma conduta ética que se transforme em exemplo para todos, profanos e iniciados, e trabalharmos sempre com Amor e Tolerância, e visando ao bem da Fraternidade.

Este deve ser o modo natural de agir do maçon, que deve ter nos princípios fundamentais da Ordem, os maiores princípios éticos que embasam sua conduta diária.

A cada reunião, reafirmamos que aqui estamos para cavar masmorras ao vício e levantar templos á virtude, e é isso, verdadeiramente, que chamamos de transformar a pedra bruta em pedra polida. Nesta luta não há lugar para os fracos. Qualquer que seja nossa luta interna, enfrentemos e seremos verdadeiramente construtores de um novo mundo.

Finalizo este trabalho, conclamando todos os irmãos a enfrentar com coragem os desafios cotidianos, a não esmorecer no empenho da justiça social, reconhecendo em cada pessoa a dignidade divina.

Ir.'. PAULO JORGE COSTA - A.'. R.'. B.'. L.'. S.'. União e Silêncio nº 1582

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marcos@marcosduarte.com.br (Super User) Cultura Maçônica Mon, 05 May 2014 01:34:13 -0400