A Maçonaria na Alemanha

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Categoria: Espaço do Ir Antonio Loureiro Publicado em Domingo, 01 Dezembro 2013

Com a construção das catedrais, na Idade Média, surgiram em toda a Alemanha as sociedades de trabalhadores da pedra, designados ali como steinmetzen ou canteiros, entre os quais estavam incluídos os steinmaurer ou assentadores de pedras; os steinhauer ou cortadores e os steinmetzen, os entalhadores. Ao lado de cada catedral em construção havia uma bauhütten ou loja, que servia de escritório, estúdio e local de repouso para esses trabalhadores.

 

Um dos mais antigos registros dessas Lojas Maçônicas se encontra na cidade de Hirsau, no atual estado de Baden-Württenberg. Foram instituídas no final do século XI, trabalhando sob a direção da Ordem Beneditina da Alemanha, sendo das primeiras a estabelecerem o estilo gótico de arquitetura.

 

Em 1149, as primeiras Zünftes alemãs, ou sindicatos de pedreiros desenvolveram-se em Magdeburg, Würzburg, Speyer e Estrasburgo. Em 1250, a primeira Grande Loja de Maçons formou-se na cidade de Colônia, como parte do imenso empreendimento para erguer a catedral daquela cidade.

 

O primeiro congresso maçônico ocorreu na cidade de Estrasburgo, na Alemanha, no ano de 1275. Ali fora fundada a Grande Loja, pelo Grão-Mestre Erwin von Steinbach, sendo o lugar onde primeiro se usou os símbolos do compasso e do esquadro. Embora, Estrasburgo fosse considerada a principal Grande Loja de seu tempo, outras já estavam fundadas em Viena e Berna, denominadas de Oberhütten ou Grandes Lojas.

 

Diversos congressos maçônicos foram realizados na cidade de Estrasburgo, incluindo os dos anos de 1498 e 1563.

A Oberhütten de Colônia, com seu grão-mestre, era considerada a cabeça das Lojas Maçônicas da Alemanha do Norte, e a de Estrasburgo, na época uma cidade alemã, era a principal de todo o Sul da Alemanha, Francônia, Baviera, Hesse e áreas da França.

 

As Grandes Lojas de Maçons na Alemanha recebiam o apoio da Igreja e da Monarquia. O Imperador Maximiliano revisou o Congresso Maçônico de 1275, em Estrasburgo, e proclamou a sua proteção ao ofício. Entre 1276 e 1281, Rudolf I de Habsburgo, um rei alemão, tornou-se membro da Bauhütte ou Loja de St. Stephan. O Rei Rudolf foi um dos primeiros não operativos, também, chamados Membros Livres ou Especulativos de uma Loja Maçônica.

 

Os estatutos dos maçons foram revisados, em 1459, pela Assembléia de Ratisbona (Regensburg), a sede da Dieta Alemã, cuja revisão preliminar tinha ocorrido em Estrasburgo, sete anos antes. As revisões descreviam a exigência de testar irmãos estrangeiros antes de sua aceitação nas Lojas, através de um método de saudação estabelecido.

 

A primeira assembléia geral de maçons na Europa ocorreu no ano de 1535, na cidade de Colônia, na Alemanha. Ali, o bispo de Colônia Hermann V, reuniu dezenove Lojas Maçônicas para estabelecer a Carta de Colônia, escrita em latim. As primeiras Grandes Lojas dos Maçons estiveram presentes, o que era costume na época, e incluíam a Grande Loja de Colônia, Estrasburgo, Viena, Zurique e Magdeburg. A Grande Loja Mãe de Colônia, era considerada a principal Grande Loja da Europa.

 

Após a invenção da imprensa, os maçons (Steinmetzen) da Alemanha, reunidos em Ratisbona, em 1464, imprimiram as primeiras Regras e Estatutos da Fraternidade de Cortadores de Pedra de Estrasburgo (Ordnung der Steinmetzen). Esses regulamentos foram aprovados e sancionados por sucessivos imperadores, entre os quais Carlos V e Ferdinando.

 

O monge alemão Martinho Lutero, no seu protesto contra as injustiças e hipocrisias da Igreja Católica, em 1517, deu origem ao Protestantismo. Isso liberalizou algumas das Lojas Maçônicas da época. A Catedral de Estrasburgo tornou-se luterana, em 1525, e muitas outras a seguiram.

 

Em 1563, os Decretos e Artigos da Fraternidade de Canteiros foram renovados na Loja Mãe, em Estrasburgo, no dia de S. Miguel. Esses regulamentos demonstram três elos importantes com a Maçonaria moderna. Em primeiro lugar, os aprendizes eram chamados de livres, na conclusão de um serviço a seu Mestre, o que, sem dúvida, é a origem da palavra Freemason ou “franco-maçom”. Em segundo lugar, a natureza fraternal da Loja era retratada em uma série de regulamentações, tais como o atendimento aos doentes, a prática de ensinar um irmão sem cobrar e a utilização de um aperto de mão secreto, como meio de identificação.

 

Dois artigos do regulamento, indicando estes pontos, são: Nenhum Mestre ensinará a um companheiro por dinheiro. E nenhum artesão mestre aceitará dinheiro de um colega para ensinar-lhe qualquer coisa relacionada com Maçonaria. Da mesma forma, nenhum vigilante ou companheiro instruirá qualquer um por dinheiro a talhar, conforme dito acima. Se, no entanto, alguém desejar instruir a outro, ele pode muito bem fazê-lo, uma mão lavando a outra, por companheirismo, ou para assim servir ao seu mestre.

 

Cada aprendiz, quando tiver servido o seu tempo e for declarado livre, prometerá à Ordem, pela verdade e sua honra, sob a pena de perder o seu direito à prática da Maçonaria, que não divulgará ou comunicará o aperto de mão e a saudação de pedreiro a ninguém, exceto àquele a quem puder justamente comunicá-las, e, que não escreverá coisa alguma sobre isso.

 

As regras de Estrasburgo estipulavam que a entrada na Fraternidade era por livre vontade e indicava, claramente, os três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, na Fraternidade Maçônica Alemã. Elas exigiram que se fizesse um juramento e que os pedreiros se reunissem em grupos chamados ‘Kappitel’ (Capítulo). As regras instruíam
os maçons a não ensinar Maçonaria a não iniciados.

 

Assim fica claro que as Lojas ou Grandes Lojas Maçônicas Alemãs existiam antes da formação da Grande Loja Unida da Inglaterra, em 1717, assim como o uso de apertos de mão secretos, o uso do termo “livre” e sua aceitação de não-Operativos. O uso de alegorias e do simbolismo em graus, que torna exclusivo o sistema maçônico fraternal, também, era evidente nas Lojas alemãs da época, conforme mostrado nas esculturas de pedra e estilos arquitetônicos das igrejas e mosteiros que eles construíram.

 

Essa antiguidade é confirmada através de sete pontos:

 

1. O Manuscrito Régio, o mais antigo texto maçônico (reconhecido) sobrevivente na Grã-Bretanha, faz referência aos quatro Mártires Coroados, que estão, inequivocamente, relacionados com a Lenda dos Maçons sob o Sacro Império Romano de Nação Germânica, uma tradição maçônica, que teve origem na Alemanha e não na Grã-Bretanha;

 

2. A existência e o mais antigo uso registrado do esquadro e compasso (sinal fraternal da Maçonaria) nas Armas dos Corpos Maçônicos Alemães;

 

3. A existência de Instituições Maçônicas, altamente, organizadas (Steinmetzen), na Alemanha no século XIII, tais como a Grande Loja (Oberhütte) de Estrasburgo e Colônia (Köln), e diversas Lojas Maçônicas subordinadas, que não só trabalhavam em pedra, mas também incluíam ensinamentos alegóricos maçônicos dentro de suas guildas;

 

4. A eleição de um Grão-Mestre dos Maçons no século XIII e a criação de Graus de Aprendizes, Companheiros e Mestres Pedreiros, na Alemanha, no século XII e anteriormente;

 

5. O estabelecimento de Estatutos e Regras impressos da Ordem Maçônica, na Alemanha, antes da criação de estatutos maçônicos escritos na Grã-Bretanha;

 

6. A inclusão de membros não-Operativos (ou Especulativos), tais como o Rei Rodolfo I, em Lojas Maçônicas, na Alemanha, no século XIII;

 

7. A primeira exigência em grande escala registrada de que Lojas Maçônicas utilizassem um método secreto de saudação e de ‘aperto de mão’.

 

Embora muitos maçons aceitem que as origens da Maçonaria partem da Inglaterra ou da Escócia, pois as grandes organizações maçônicas modernas atuais estão profundamente interligadas dentro dessa área geográfica, uma nova luz sobre a história maçônica inspira a muitos a olharem, para a Alemanha, como um dos locais de origem da Maçonaria Medieval, embora o rito de York remonte ao século X. (Adaptado da tradução de José Antonio de Souza Filard).

 

A Maçonaria atual começou, na Alemanha, em 1727, com a fundação da Loja “Charles die Reunion” (“Carlos a Reunião”), no Oriente de Manheim, pelo Conde de Schaumburg - Albrecht Wolfgang. A Loja trabalhou a descoberto, não tendo registro de reconhecimento.

 

Mais tarde, o conde reinante de Schaumburg-Lippe - Friedrich Wilhelm Ernst, foi contratado para reorganizar o Exército Português, pelo Marquês de Pombal, tendo chegado a Portugal, 3 de julho de 1762, a convite de Pombal, ali residindo até 20 de setembro de 1764 e, depois, de 16 de setembro de 1767 a 1º de março de 1768. Este conde de Lippe foi maçom como o seu pai Albert Wolfgang, acima citado, também o fora, e iniciado na Alemanha, sendo um dos grandes estimuladores da ordem, no nosso país irmão.

 

Contudo é considerada a Loja nº1 da Alemanha a “Absalon Zu Den Drei Nesseln Nº 1” (“Absalon às Três Urtigas”) de Hamburgo, fundada em 06 de dezembro de 1737 com o nome de Loja de Hamburgo, e assim denominada até 1743, na qual Frederico, o Grande, foi recebido.

 

Em seguida, novas Lojas foram fundadas em todas as grandes cidades da Alemanha, dando vigor à Maçonaria Alemã.

 

Foi o Barão de von Hundt que, em 1764, estabeleceu firmemente a influência dos Templários dentro da tradição maçônica e divulgou nas Lojas Alemãs as práticas do Capítulo de Clermont, sob o título de “Strike Observanz” ou “Rituais Latinos da Estrita Observância”, também conhecido como “Observância Rigorosa”. Essa prática ressuscitou a Antiga Cavalaria, com seus coloridos e sugestivos graus, trazendo as adulterações aos ensinamentos puros do Antigo Ritual Inglês, desviando a Maçonaria e os maçons do seu simbolismo de origem. Essa época foi denominada como a do “Grande Desvio”.

 

Esses distúrbios levaram, em 1775, à realização de uma Convenção, em Wiesbaden, e outra, em 1782, em Wilhelmsbad, próximo à Hanau, quando foi fixado como objetivo da Maçonaria alemã, o aperfeiçoamento moral com base na religião cristã; porém ainda não completamente apagada a preferência pela coletividade de cavaleiros (isto é, nobreza), com um novo grau – “Cavaleiros da Beneficência”. Neste sistema de Wilhelmsbad ou sistema “Escocês Retificado” mesmo os sóbrios e democráticos irmãos de Hamburgo não se abstiveram de desfilar como “Muito Excelente Cavaleiro Templário”...

 

O RITO SCHROEDER

 

Foi por este motivo que o Irmão Friedrich Ulrich Ludwig SCHRÖDER resolveu criar um novo Rito para Maçonaria Alemã que, segundo suas intenções e concepções representasse uma Maçonaria Humanista. Em 1789, diante da febre de reformas que se apoderara da Maçonaria Alemã, quando as Lojas de Hamburgo alteraram as cerimônias, símbolos e insígnias, o Irmão SCHRÖDER sentiu que este caminho seria a ruína da Instituição e resistiu tenazmente aos reformistas. Por isso começou, em Hamburgo, em 1790, a elaborar um novo ritual para a Grande Loja Provincial da Baixa-Saxônia, subordinada à Grande Loja de Londres, isto é a Grande Loja dos Modernos, como assim diziam os que se intitulavam “Antigos”, que não possuía um Ritual escrito em inglês, com um texto autêntico.

 

Perseverante, estudioso e incansável, SCHRÖDER baseou todo o seu trabalho sobre o texto “Three Distinct Knocks”. Ele sentia que os princípios éticos e morais eram a essência da Maçonaria e ele os formulava com grande cuidado, em colaboração com os mais cultos maçons do seu tempo. Isto deu ao seu Ritual um caráter particular, expressando tendências espirituais da Alemanha por volta do século XVIII. A tendência para a Maçonaria Cavalheiresca ou Templária com um forte conteúdo Cristão – e mesmo Católico Romano, tinha desaparecido, bem como todos os elementos de esoterismo e ocultismo que dominavam a Maçonaria da sua época, restaurando o Antigo Ritual Inglês, adaptando-o porém à cultura e ao idioma germânicos. Fortaleceu-se a tendência de que moral elevada e princípios éticos deveriam ser as essências características da Arte Real.

 

Em 29 de junho de 1801, na magnífica sessão em que os Veneráveis Mestres das Lojas de Hamburgo aprovaram por unanimidade o novo Ritual, estava na verdade reunida a Grande Loja Provincial de Hamburgo e da Baixa-Saxônia, no que hoje chamaríamos de Assembléia Geral. Este fato por si só atesta a regularidade e a importância que o novo Ritual teve, já no seu nascimento oficial. Seu idealizador, o Irmão Friedrich Ulrich Ludwig SCHRÖDER, ocupava o cargo de Deputado do Grão-Mestre, que era o maçom ilustre e celebrado Dr. Beckmann, e as Lojas de Hamburgo o adotaram por unanimidade. Depois de mais uma revisão de certas passagens, que não tinham concordâncias com a cerimônia, foi impressa uma edição limitada para todas as Lojas de Hamburgo.

 

Desta edição existe somente uma cópia pertencente a uma Loja na cidade de Celle, cujo exemplar felizmente tem sido possível estudar. Por sua simplicidade e beleza, desde logo conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origem alemã e logo recebeu o cognome de seu criador - RITO SCHRÖDER, que ocupa uma posição de destaque entre os Ritos Maçônicos, pela concordância com o Rito da Grande Loja Mãe da Inglaterra, pela eliminação de todos os adiantamentos inseridos no final do século XVIII, pelo espírito puro de humanismo, presente em seu cerimonial, e pelo brilho da linguagem clássica do alemão. É um rito muito simples e trabalha apenas na chamada pura Maçonaria ou seja, na dos três graus simbólicos, já que não possui Altos Graus.

 

AS RELAÇÕES COM O NAZISMO

 

O general Erich Von Ludendorff, heroi alemão da Primeira Grande Guerra, e sua esposa, por volta de 1920, iniciaram uma campanha antisemítica e antimaçônica, escrevendo o livro Aniquilação da Francomaçonaria Através da Revelação dos Seus Segredos, no qual explicavam a derrota da Alemnha, na Pimeira Grande Guerra, aos judeus e aos maçons. O mesmo estabeleceria Hitler, no Mein Kampf, escrito na prisão que cumpria, por atentar contra a democracia alemã. Para ele a Maçonaria sucumbira ante os judeus e era um útil instrumento para defender os seus interesses.Os seus métodos pacifistas paralisavam o instinto nacional de autopreservação, no que era ajudada pela Imprensa.

 

Com a ascensão dos nazistas ao poder, o destino da Maçonaria estava praticamente traçado. Neste tempo a Maçonaria alemã estava dividida em dois grupos:

 

O grupo de tendência humanista, dos antigos costumes ingleses, tolerante, baseada no mérito e sem levar em conta a religião, constituída pela Grande Loja de Hamburgo, pela Grande Loja Nacional da Saxônia (Dresden), Grande Loja do Sol (Bayreuth), Grande Loja Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons (Frankfurt), Grande Loja Concórdia (Darmstadt), Grande Loja Corrente Fraternal Alemã (Leipzig) e Grande Loja Simbólica da Alemanha.

 

O segundo grupo estava formado pelas três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.

 

 

 

 

 

Em 1934, o Partido Nacional Socialista estabeleceu que nenhum maçon poderia pertencer aos seus quadros se não tivesse abandonado a Maçonaria até 30 de janeiro de 1933. Neste mês o ministro do Interior Hermann Göering emitiu um decreto exortando-as a se dissolverem voluntariamente desde que por ele aprovada a dissolução. Ao mesmo tempo todas as organizações maçônicas foram submetidas à violência local das unidades SS e SA.

 

Aumentando a pressão numerosos maçons foram obrigados a deixar suas Lojas e até maio de 1934, funcionários e militares foram proibidos de serem maçons. Então a Gestapo fechou numerosas lojas, confiscou seus prédios, bibliotecas e arquivos. A 28 de outubro de 1934, um decreto do Ministro do Interior Wilhelm Frick definiu as lojas como hostis ao Estado e sujeitas a confisco, até que, a 17 de agosto de 1934, foram dissolvidas e seus bens confiscados.

 

A propaganda nazista ligou os maçons aos judeus e Julius Streicher combateu essa possível conspiração, tornando os maçons uma obsessão particular de Reinhard Heydrich, chefe de Polícia de Segurança, que os classificou junto aos judeus e clérigos políticos, como os mais ferozes adversários da raça alemã.

 

Em 1935, Heydrich decidiu eliminar as influências indiretas da Maçonaria, no mundo intelectual e acadêmico. Criou uma seção especial na SS a Seção II/111, para tratar especificamente dos maçons capazes de influir na opinião pública. Mais tarde, em 1939, uma nova Seção a VIIB1 da RSHA, foi estabelecida somente para investigar maçons. Quando a guerra começou, o regime nazista diminuiu a pressão e permitiu a anistia de membros da Maçonaria, que dela se desligassem até abril de 1938. Muitos deles foram chamados, inclusive para a Wehrmacht, mas o Partido Nacional Socialista e a SS continuaram a refugá-los.

 

Nos países conquistados a Maçonaria foi obrigada a fechar e a encerrar suas atividades. As lojas, os objetos de artes e as bibliotecas foram expropriados. O governo títere de Vichy, em agosto de 1940, declarou os maçons inimigos do Estado, criando um cadastro para identificá-los.

 

Não se sabe exatamente o número de maçons eliminados e torturados, nos campos de concentração nazistas, variando de 80 a 200.000, em toda a Europa ocupada.

 

Nesta época de tribulações os maçons adotaram um símbolo de reconhecimento, um pequeno broche de lapela representando a flor roxa do miosótis ou não-te-esqueças de-mim (forget-me-not ou wegissmeinnicht).

 

 

MIOSÓTIS

 

Entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram. A 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha. Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo.

 

Na formação da Grande Loja Unida da Alemanha figuraram três das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial, além de outras: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unida de, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswig-Holstein, em Lubeck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart.

 

De acordo com a Lista de Lojas de 2011, contava com 14.000 irmãos distribuídos em 471 Lojas.

 

Existem na Alemanha cinco diferentes Grandes Lojas Regulares, independentes, soberanas, com seus Ritos, paramentos, legislação e líderes distintos. Porém, as cinco abriram mão oficialmente de sua soberania em assuntos de relações exteriores e de relações públicas, concedendo essa autonomia às "Grandes Lojas Unidas da Alemanha" composta por um Senado e uma Diretoria, com um Grão-Mestre, Adjunto, Grande Secretário e Grande Tesoureiro. As Lojas elegem os membros do Senado, geralmente indicados pelo Grão-Mestre de cada Grande Loja participante. O Senado indica o Grão-Mestre e seu Adjunto, e a Assembléia dos Veneráveis aprova ou reprova a indicação do Senado. O Grão-Mestre nomeia o Grande Secretário e o Grande Tesoureiro.

 

As 05 Grandes Lojas que compõem as Grandes Lojas Unidas da Alemanha são:


Grande Loja de Maçons Livres e Aceitos da Alemanha Velha (260Lojas).             Grande Loja Landesloge de Maçons da Alemanha (120 Lojas).                                       Grande Loja Mãe Nacional (40 Lojas), Grande Loja Canadense e Americana (30 Lojas)

Grande Loja dos Maçons Ingleses na Alemanha (20 Lojas)

 

            Existe ainda o Grande Oriente da Alemanha.

 

SITES CONSULTADOS

1.     MAÇONARIA NO MUNDO: ALEMANHA - No Esquadro

www.noesquadro.com.br/2011/.../voce-sabia-maconaria-da-alemanha.ht...

13/01/2011 - Porém, as 05 formam juntas o que podemos chamar de “Maçonaria Unida da Alemanha”: Todas as 05 Grandes Lojas abriram mão ...

2.     Hitler e a Maçonaria | Obreiros de Irajá

www.obreirosdeiraja.com.br/hitler-e-a-maconaria/

E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e ...

3.     Rito Schröder – Wikipédia, a enciclopédia livre

pt.wikipedia.org/wiki/Rito_Schröder

Criado por FRIEDRICH ULRICH LUDWIG SCHRÖDER, que foi um dos reformadores da Maçonaria Alemã, e submetido aos Mestres de Hamburgo em 29 de ...

4.     A Maçonaria Alemã e suas Atitudes em Relação ao ... - BIBLIOT3CA

bibliot3ca.wordpress.com/a-maconaria-alema-e-suas-atitudes-em-relacao...

28/11/2012 - Tradução José Filardo por Ven. Irmão ALAIN BERNHEIM 33 ° Este trabalho não foi, de forma alguma, escrito contra a Alemanha ou a ...

  1. [PDF]

a maçonaria alemã e suas atitudes frente ao regime ... - yimg.com

xa.yimg.com/.../de+A+Maçonaria+alemã+e+suas+atitudes+frente+ao+reg...

Este artigo não visa, de qualquer forma, atingir a Alemanha ou a Maçonaria alemã. ... que, sob minha ótica, salvaram a honra da Maçonaria alemã durante o.

6.     MAÇONARIA : RITOS NA ALEMANHA

formadoresdeopiniao.com.br › Templo de Estudos Maçônicos

Sex, 15 de Abril de 2011 17:00. MAÇONARIA : RITOS NA ALEMANHA. Helio P. Leite. 15.04.2011. RITOS NA ALEMANHA. RITO ZINZENDORF. Fundado pelo ...

7.     BLOG DA MAÇONARIA: MAÇONARIA NA ALEMANHA NAZISTA

blogdamaconaria.blogspot.com/2008/.../maonaria-na-alemanha-nazista.h...

26/06/2008 - MAÇONARIA NA ALEMANHA NAZISTA. Os arquivos preservados do Reichs sicherheits hauptamt (Principal escritório de Segurança do ...

8.     Adolf Hitler e a Maçonaria - Fatos Desconhecidos

fatosdesconhecidos.com.br/post/adolf-hitler-e-a-maconaria/398

29/09/2013 - O ódio de Hitler da Maçonaria foi claramente divulgado num ... dizendo-lhe que não havia lugar para a Maçonaria na Alemanha nazista.

9.     Liberté Cherè - Loja Maçônica em campo de concentração nazista ...

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de jose lopes - em 56 círculos do Google+

17/09/2011 - Quando Hitler subiu ao poder, as dez Grandes Lojas da Alemanha ... quando condenou todos os maçons em seu reino automaticamente a ...

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Caros IIr.'.

Pensamento maçônico internacional, onde diz: - para se unirem basta seguir os rituais centenários da maçonaria e serem verdadeiros maçons.
A Maçonaria somos nós, e ela somente será grande se nós formos pessoalmente grandes. Não esperamos encontrar na maçonaria o que não encontramos dentro de nós mesmos. Nada poderá ser maior do que a soma da grandeza de seus componentes.
(Extraído do livro: Antologia Maçônica de Ambrósio Peters)

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