A Importância de uma loja Maçônica "Bem Administrada"

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Categoria: Cultura Maçônica Publicado em Quinta, 05 Setembro 2013

Vamos partir do princípio de que uma Loja Maçônica já exista legalmente, ou seja, tenha Estatuto Social e Regimento Interno registrados em Cartório Extrajudicial; disponha de  quadro social composto por obreiros úteis e dedicados; esteja jurisdicionada a uma Potência Maçônica; funcione semanalmente; tenha ou não sede própria; e que a cada dois anos realize eleições para escolha dos seus dirigentes.

Vamos admitir que aproxima-se o momento para a escolha de uma nova Diretoria, para geri-la nos próximos dois anos.

Pergunta-se, como proceder para adotar a melhor e mais equilibrada escolha?

Bom, se eu fosse membro do quadro social desta Loja já teria trabalhado para incluir no seu Estatuto Social e no seu Regimento Interno, disposições que: a) proibisse a disputa de cargos em Loja; b) e que estabelecesse uma linha sucessória, com uma linha de precedência, para ocupação de cargos eletivos, de cobridor a Venerável Mestre.

Esta Loja, com estas decisões, com certeza seria uma Loja em que os conflitos que poderiam surgir, no relacionamento interpessoal, seriam mínimos e fáceis de serem equacionados.

Prosseguindo, admita-se, por hipótese, que eu teria sido o escolhido, dentro da linha sucessória estabelecida, para exercer o honroso cargo de Venerável Mestre. O que eu deveria fazer para bem administrar minha Loja, no meu período de gestão.

Em primeiro lugar, certo da existência de um clima fraterno entre os irmãos da Loja, após ser eleito e antes de tomar posse, convocaria uma reunião administrativa com todos os irmãos do quadro social, independentemente do seu grau maçônico, com a finalidade de analisar os fatos e atos ocorridos nas duas últimas gestões.

Nesta reunião, cada membro da diretoria atual, a ser substituída, apresentaria o que foi realizado e o que não foi realizado em sua área de competência. Um irmão escolhido para secretariar tal reunião iria anotando as informações prestadas.

Após a apresentação de todos os diretores, inclusive do Venerável Mestre, com mandato concluído, seria feita uma apresentação da listagem dos projetos não realizados, bem como os fatores que impediram sua concretização.

Segundo, de posse dessas informações, eu listaria alguns projetos de minha pretensão, que gostaria fossem executados em minha gestão.

Terceiro, esta última listagem seria distribuída para todos os presentes, para que cada uma secretamente escolhesse os 7 projetos, por ordem de prioridade, que julgasse fossem prioritários para serem executados na próxima gestão; suas sugestões seriam  colocadas numa urna ou num envelope.

Os projetos que recebessem maior número de indicações seriam os projetos, que por ordem de prioridade, iriam compor o meu programa de trabalho.

Pergunta-se: quais as vantagens dessas escolhas?

A grande vantagem é a de que esse programa teria nascido da manifestação de todos os membros do quadro social, fruto, portanto, da participação coletiva e da responsabilidade compartilhada.

Programação, esta, que seria cumprida à risca, com projetos bem estruturados, bem delineados e bem especificados, embora pudessem ser reajustados na medida em que fossem sendo executados.

Além desses projetos, daria atenção especial à Chancelaria, Secretaria e Tesouraria, não descuidando dos eventos educacionais, culturais e sociais, e do bom relacionamento entre os obreiros e seus familiares.

Atenção maior seria dada aos obreiros enfermos e com dificuldades financeiras e as viúvas dos irmãos que partiram para o Oriente.

Na área política, daria ênfase ao bom relacionamento com as autoridades maçônicas, bem como com as autoridades civis, militares e eclesiásticas e lideranças comunitárias da localidade sede da Loja.

Tudo isso faria, com sacrifício do meu tempo disponível.

Isto porque, uma Loja Maçônica para ser bem administrada requer sacrifícios pessoais, particularmente dos irmãos ocupantes de cargos em sua diretoria, principalmente de seu Venerável Mestre, conscientes e comprometidos com a missão que lhes fora confiada.

Uma Loja bem administrada, é uma Loja que mantém em dia seus compromissos maçônicos, financeiros, educacionais, culturais, e sociais, em nível de excelência.

Uma Loja bem administrada desperta nos seus obreiros o orgulho de ser maçom, em razão da riqueza de laços fraternais entre si e seus familiares.

Uma Loja bem administrada tem seu conceito elevado e enaltecido pelas autoridades maçônicas de sua jurisdição, como uma loja padrão e digna de respeito e de reconhecimento maçônico.

Uma Loja bem administrada será objeto de admiração pelos não maçons, pelas autoridades constituídas, em sua base territorial.

Tudo isso, por que?

Porque, meus irmãos, a Maçonaria espera que cada um de nós cumpra com o juramento prestado  em nossas iniciações. Por isso, cada um de nós tem o dever, como maçom, e como  cidadão, de ser um confrade cumpridor de suas obrigações, pois assim fazendo estará  contribuindo para manter o equilíbrio nas relações interpessoais, estimulando a boa  sociabilidade.

Temos ainda, a obrigação de servir de exemplo de dignidade, de honradez e de ética no convívio em sociedade, para assim fortalecer o nosso conceito pessoal e o conceito de nossa Loja e de nossa Potência Maçônica, aos olhos da sociedade.

É, ainda, dever de cada um de nós exercitar diariamente os preceitos, a doutrina, a filosofia, a tolerância e a liberdade de pensamento, com responsabilidade, preconizados pela nossa Sublime Ordem, que deve se apresentar na sociedade como um porto seguro, neste mar de lama, de incertezas, de desalento, em que se transformou  o Brasil, pela má gestão dos que detêm o poder em nosso país.

Eis ai, meus irmãos, os porquês da importância de uma Loja Maçônica bem administrada, que tentei passar para vocês.

Hélio Pereira Leite (*)

M\I\ CIM 79.844

G\O\D\F\ / G\O\B\

(*)  O Autor é Grão-Mestre  de Honra do Grande Oriente do Distrito Federal (2003-2007)

 

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Caros IIr.'.

Pensamento maçônico internacional, onde diz: - para se unirem basta seguir os rituais centenários da maçonaria e serem verdadeiros maçons.
A Maçonaria somos nós, e ela somente será grande se nós formos pessoalmente grandes. Não esperamos encontrar na maçonaria o que não encontramos dentro de nós mesmos. Nada poderá ser maior do que a soma da grandeza de seus componentes.
(Extraído do livro: Antologia Maçônica de Ambrósio Peters)

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